Crítica do filme “Silbergeier”

Screen+Shot+2012-12-27+at+12.29.16+PM[1]A elaboração de um filme, não importa o gênero, é um momentos de muitas decisões.

Neste momento é que durante um “brainstorm” o volume de ideias originais aparecem aos montes.

Porém durante este processo aparecem idéias que no papel parecem excelentes mas no momento de executar não .

Neste tipo de “insight” os produtores da Baraka Films decidiram mesclar a escalada da via “Silbergeier” com vários “plots” de humor.

Como descrito acima a idéia parecia original, porém dependia muito da edição e pós produção.258-1197[1]

O segredo desta mistura estava em sua montagem porque dependia da quantidade das doses de humor usadas.

A idéia de usar humor em filmes de aventura é  arriscada porque o que é humor para alguns para outros não é.

Mesmo assim os produtores apostaram alto  e realizaram um filme de Nina Caprez relativamente interessante, mas que está longe das melhores produções da Baraka Films.

O filme documenta a escalada de Caprez em uma via “Silbergeier” que leva o nome do filme.

1310112865_28b[1]Em um lugar bastante pitoresto foi retratado com relativa superficialidade, deixando algumas pessoas que não conhecem a Europa sem informação mais detalhadas.

Não houve detalhamento de como chegar, como são as pessoas e até mesmo de que jeito a cidade próxima é

Durante a introdução  há ainda a apresentação do namorado de Nina, Cedric, que procura a todo momento ser o centro cômico e “fora da realidade” do curta.

Na maioria de suas tentativas de fazer humor Cedric não convence.

Desde a apresentação e até mesmo o encerramento a necessidade dos produtores de criar situações cômicas não produziu a química esperada.silbergeier_lachat-caprez_1[1]

Por isso a introdução da história gerou pouca expectativa  e produz uma sensação  de se arrastar até o início da escalada.

Mesmo com a demora em se iniciar a aventura houve a escolha criativa de se descrever o desafio.

Durante a escalada houve detalhamento dos dois escaladores de cada cordada escalada e suas impressões com relação ao que foi feito.

Este tipo de contraste entre cada personagem preaparou na medida certa as imagens para para que a elegância e estilo de escalada de Nina Caprez aparecer.

nina_silbergeier_4_by_stefa_09571031cf[1]No momento em que a concentração de todos ficaram voltadas para a quinta e última cordada (de graduação 8b+ Fr) as tomadas panorâmicas , além dos closes em micro agarras a produção fica mais interessante e atrativa.

Contudo esta ausência de foco em mostrar a escalada, e a excessiva preocupação em fazer humor, o filme parece não se preocupar com o desafio.

Por esta preocupação excessiva em querer mostrar humor, até mesmo a atenção no feito realizado por Nina, que declarou até mesmo qunina-caprez-video[1]e era um dos seus sonhos escalar esta via, a avenrura ficou em segundo plano.

Ficou evidente que o uso de humor ´w possível em filmes outdoor mas em doses comedidas.

Recomendavel sempre fazer uso comedido e não usá-lo com mão pesada como foi em Silbergeiger.

Fica a esperança de que os produtores da Baraka films tenham percebido que tudo que é usado em excesso prejudica uma  produção de qualquer filme, como é o caso de “Silbergeiger”.

Silbergeiger” ficou aquém do que Baraka films já produziu no passado.

Nota do Blog de Escalada:

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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