Crítica do filme “Movimento Caloi pela Mobilidade Urbana”

caloi1Quanto mais cresce uma cidade a possibilidade das pessoas ficarem mais embrutecidas também aumenta.

No processo de embrutecimento vai se desperdiçando o tempo e o já conhecido “senso de urgência” começa a ser valorizado.

Por isso não há como deixar de citar a cidade de São Paulo quando se fala em metrópoles com população embrutecida.

Uma conseqëncia do tipo de cultura adotada pelas população paulistana

A possibilidade de se utilizar meios alternativos como a bicicleta para se locomover diante do mar de automóveis e motos é bastante atrativa.

Pensando em todos estes fatores a veterana cicloativista Renata Falzoni, em conjunto com a marca de bicicletas Caloi, produziu um documentário sobre mobilidade urbana.

caloi3Com titulo bastante sugestivo “Movimento Caloi pela Mobilidade Urbana” Falzoni procura apresentar ao espectador com depoimentos a possibilidade de uso da bicicleta na capital paulista.

Costurando imagens e declarações, em sua maioria captadas na rua e em movimento em cima da bicicleta (marca registrada de Falzoni), o filme procura de maneira simples apresentar a bicicleta para quem, em teoria, ainda tem receio de utilizá-la.

caloi2Declarações de personalidades como Gilberto Dimenstein, José Police Neto(vereador do município de São Paulo), Willian Cruz (site “Vá de Bike“) , entre outros , discute de maneira madura ,e sem fanatismo, como o uso de bicicletas pode melhorar a qualidade de vida do cidadão.

A produção procura não propor soluções sociais profundas vou radicais, nem faz comparações com outros locais do mundo, muito menos entrou na discussão de “carros versus bicicletas”, o que merece elogios por isso.

O tema de uso de bicicleta como transporte é mais profundo do que simplesmente comparar cidades brasileiras e européias sem nenhum critério como feito da produção “cicloativistas“.09-00

A escolha de utilizar imagens de rua (e um dia de pouquíssimo transito) colaborou para o tom pacífico do filme.

Algumas imagens entretanto são distantes da real sensação de se pedalar em uma cidade grande em que o ciclista é inundado por uma orquestra cacofônica de ruídos.

Vale destacar na produção que cada personagem ter focado seu depoimento  mais no aspecto dos benefícios do uso da bicicleta, sem distribuir alfinetadas ou realizar protestos colaborando assim para a reflexão do espectador.

blablaCuriosamente apenas pessoas e imagens da zona oeste da cidade de São Paulo, não tendo pessoas de outros pontos da cidade e ciclovias (como a do Rio Pinheiros).

O filme “Movimento Caloi pela Mobilidade Urbana” está longe de ser uma produção perfeita, e de relevância, mas merece elogios pela maturidade com que aborda o tema.

Entretanto a produção não chega a discutir mobilidade urbana(como o título sugere) sendo em essência um convite a pedalar.

Procurando se esquivar de discussões mais profundas agrada e é recomendada a quem procura incentivo para utilizar a bicicleta como transporte, não somente como lazer.

Nota do Blog de Escalada: 

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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