Critica do Filme “Line of Sight”

Muitos filmes outdoor , em especial de bicicletas como “personagem” de fundo, possuem um ritmo mais lento e intimista.

O ciclista Lucas Brunelle dono de uma espírito inquieto e faminto de velocidade ao pedalar procurou realizar uma abordagem audaciosa e, porque não, ambiciosa.

O filme “Line of Sight” possui cenas de tirar o fôlego que prendem todo e qualquer pessoa que assiste ao filme.

Antes de qualquer tipo de analise do filme é importante que se entenda o que são as corridas “Alleycat races”.

Este tipo de competição realizada por ciclistas que trabalham de courrier (entregadores de encomendas) são organizadas e executadas clandestinamente.

Durante este tipo de competição os participantes devem cumprir tarefas em partes da cidade em determinado tempo possível.

Durante a execução destas tarefas, os ciclistas participantes pedalam alucinados pelas ruas das cidades onde são realizadas.

Não bastasse este senso de urgência não são respeitados: semáforos de trânsito, faixa de pedestres, calçadas, cercas, ciclovias , parques e etc.

O filme de Lucas Brunelle quase que exclusivamente retrata estas corridas de maneira nunca retratadas: perseguindo os participantes e executando as mesmas manobras que eles.

O resultado deste tipo de integração resultou em imagens de ritmo intenso capaz de fazer acelerar o coração de quem assiste.

O filme inicia sem nenhuma introdução, jogando o espectador direto em cima de uma bicicleta ziguezagueando por entre carros, pessoas, calçadas e o que mais atravessar pela frente.

Acompanhado de uma música de ritmo frenético os primeiros 20 minutos são memoráveis, e valem por todo o filme.

A  qualidade de edição, assim como suas imagens captadas (apesar de não estar em HD) não ficam devendo em nada para todo e qualquer filme de ação realizado em Hollywood.

Com uma grande diferença: tudo o que foi filmado aconteceu de verdade, não havendo nenhum efeito especial.

E é neste detalhe que o filme se destaca de qualquer outro realizado sobre bicicletas: imagens de ação de tirar o fôlego.

Entretanto o desenrolar do filme é o “mais do mesmo”, e a repetição de temas e imagens acaba por deixar o filme maçante devido à repetição de muitas cenas que se assemelham umas às outras.

A escolha de deixar em segundo plano a apresentação do protagonista, e até mesmo das corridas “Alleycat races” faz com que a produção seja muito direcionada para um público específico.

Apenas no final do filme é que existe uma tentativa de apresentar os personagens e autor  e é aí que está um dos grandes pontos fracos: a sua falta de coesão de roteiro.

O afastamento de personagem e corridas gera a sensação de que são vários filmes transformados em um.

Algumas passagens filmadas por Brunelle também poderiam ter um detalhamento melhor, como seu passeio de bicicleta pela muralha da China , travessias entre cidades da Europa e trilhas na América Central.

Mesmo apresentando falhas de roteiro, “Line of Sight” é sem dúvida um filme interessante de se assistir.

Algumas de seus trechos podem ser considerado verdadeiro clássicos desde já.

Line of Sight é um filme obrigatório para todo e qualquer pessoa que tem como transporte em cidades a bicicleta.

Para saber mais detalhes do filme: http://www.lucasbrunelle.com

Nota do Blog de Escalada:

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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