Avaliação da jaqueta impermeável Quechua

jaqueta1A jaqueta impermeável Quechua tem como objetivo oferecer praticidade e proteção da chuva e vento em trekkings, ou até mesmo atividades urbanas.

Segundo o seu fabricante tem como objetivo principal sua leveza, durabilidade, bom custo benefício e compaticidade.

O teste

A jaqueta impermeável Quechua foi extensivamente testada nas mais variadas situações possíveis a uma jaqueta impermeável.

Foi testada em diversos trekkings de média a alta dificuldade na Serra da Mantiqueira.jaqueta2

Foi utilizada ainda em caminhadas urbanas em parques da cidade de São Paulo durante garoa fina, e frio de 10 graus.

Foi testada em trekking de média dificuldade com chuva moderada no Parque da Serra do Mar no litoral norte de São Paulo

A jaqueta ainda foi testada com, e sem, fleece abaixo da mesma.

A jaqueta foi testada ainda em uma viagem de escalada em Rodellar (Espanha) e caminhadas urbanas em Barcelona, Frankfurt e Amsterdã.

Houve ainda um teste a qual foi submetida em uma pedalada de baixa dificuldade e de curta distância

Prós

  • Leveza
  • Respirabilidade
  • Material

Contras

  • Durabilidade
  • Compactidade

Notas

  • Qualidade do Material de revestimento: 5.0 
  • Design: 3.5 
  • Acabamento:3.0 
  • Ergonomia : 4-0 
  • Relação Peso x volume :3.5 
  • Relação custo x benefício : 5.0 
  • Nota Final: 4.0 

Opiniã0

jaqueta4A jaqueta impermeável Quechua surpreendeu positivamente durante os testes.

Em todas as ocasiões com precipitação cumpriu os seus requisitos de isolamento da chuva.

Mesmo em caminhadas longas com precipitação apresentou boa respirabilidade e em nenhum momento causou sensação de sufocamento.

Durante atividades físicas mais intensas mostrou possuir uma transpirabilidade (evaporação do suor do usuário) razoável e de boa qualidade.

Porém seu material após certo tempo de uso começou a sofrer desgaste, especialmente quando submetido a um teste intenso pelo mochilão realizado na Europa.

Uma das prováveis causas deste desgaste foi o intenso “fazer/desfazer”mochilas característico deste tipo de viagem.

jaqueta5Um item que o equipamento não obteve sucesso nos testes foi o espaço ocupado nas malas/mochilas pelas quais foi transportada.

O equipamento mostrou-se ser uma ótima opção a quem procura um produto para atividades outdoor e que o proteja da chuva.

Por não possuir caraterísticas técnicas fortes, e sim genéricas, não é indicada para usuários avançados ou para a realização de expedições de alta montanha.

Entretanto é fortemente indicada para todos os níves de mochileiros , além de usuários iniciantes e intermediários de esportes de natureza.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

There are 3 comments

  1. gaia&eu eu&gaia

    Olá,
    gostaria de deixar aqui minha experiência com a marca Quechua.
    Usei trajes dessa marca para fazer um trekking na geleira Perito Moreno, na Patagônia.
    Nunca fui muito de esportes de inverno, então quando decidimos ir à Patagonia, dei uma lida no que deveria levar, quais as marcas mais comentadas e procurei as marcas mais fáceis de encontrar para a compra. E que tivessem uma boa relação custo/benefício.
    Não fomos à Patagonia no inverno, fomos em pleno verão – e chegamos a ter sensação térmica de 3 graus negativos, em Ushuaia… Que vento gelado! Uma das coisas mais lindas foi pegar neve durante uma cavalgada – e em pleno verão, com tudo verde à volta!
    No trekking da geleira, a coisa ficou mais complicada. Basta dizer que minha Nikkon congelou. Não tenho a mínima idéia da temperatura que enfrentamos, mas, com certeza, foi bem abaixo de zero graus. Na volta, pesquisei em que temperatura câmeras congelam, e encontrei uma história de 25 graus negativos: quer saber? Não acredito nisso! Deve ter congelado muito antes disso… Se algum dia na vida peguei 25 graus negativos, e se foi desta vez, não percebi – então é difícil de acreditar nesta história.
    Mas de qualquer forma estava bem frio na geleira. Lógico, não eram os 60 negativos de um Everest ou do Polo Sul, propriamente dito. Mas também não era o friozinho da serra fluminense.
    Não usei só a jaqueta é obvio. Usamos segunda pele, meias adequadas, calças adequadas, gorro, luvas, etc. Quase tudo Quechua.
    E querem saber? Em que pese o congelamento de minha câmera, e as rajadas de vento antártico gélido, que nos obrigavam a ficar acocorados para não sermos derrubados, não senti NEM UM POUCO de frio! E me senti bem leve e confortável, sem qualquer prejuízo aos meus movimentos, e não precisei me trajar tipo “casca de cebola”. As roupas indicadas pela Quechua foram suficientes.
    Sinceramente? É injusto dizer que a Quechua só é boa para trekking em Teresópolis, como li em comentários em outros blogs.
    Minhas roupas Quechua funcionaram otimamente na Patagônia e estão perfeitas até hoje. E têm sido bastante usadas, separadamente, é claro. Uso inclusive para cavalgar na chuva, ou apenas cavalgar (uso as calças segunda pele para cavalgar, são super confortáveis para isso, desde que não seja verão).
    Aliás, na Patagônia, as marcas que mais encontramos nas lojas foram: North Face, Patagonia e … Quechua.
    Então, se vc não vai escalar o Everest, ou o Aconcágua, acho que da para usar Quechua, sem medo.
    Aliás, pretendemos ir ao Salar de Uyuni no próximo inverno (dizem que chega a dar 25 negativos, à noite), e não penso em comprar nada além do que já tenho para frio (só calças segunda pele). E que é Quechua. Espero que aguente, como aguentou na Patagonia.

    Abs

    PS.: apesar de não ser praticante de esportes de alta montanha, não sou exatamente uma “mochileira” ou uma “iniciante”, pois trabalho em campo há mais de 30 anos, já trabalhei várias vezes em lama congelada, e é muito frequente ter que subir ou descer escarpas complicadas de até 30m, em situações bem precárias, algumas vezes com o auxílio de uma corda de confiança e mosquetões importados (de extrema confiança) e a insuperável ajuda de um companheiro de jornada dedicado e hábil – nosso “luxo” máximo, pois neste tipo de atividade “esportiva” não podemos nos dar ao luxo de cadeirinhas de rapel, chumbadores, freios e outros confortos, nosso salário não pagaria isso, rss…

Comente agora direto conosco

Comment moderation is enabled. Your comment may take some time to appear.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.