Estudo conclui que imersão de braços em água fria aumenta força do escalador

De acordo com estudo publicado em fevereiro deste ano no site PubMed, a imersão do antebraço de escaladores em água fria (em torno de 15°C), melhora a performance em escaladores de elite. A imersão foi realizada no momento que os atletas apontavam que seus braços estavam “tijolados”. De acordo com a pesquisa, a prática reduz a fadiga e acelera a recuperação para que os atletas voltassem a escalar a mesma linha. A pesquisa foi realizada pela Charles University da República Tcheca em conjunto com a University of Canterbury da Nova Zelândia. Os autores foram Jan Kodejška e Jiří Baláš, da República Tcheca, e Nick Draper da Nova Zelândia.

O site PubMed é um buscador de livre acesso à base de dados MEDLINE (sigla em inglês para Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica) de citações e resumos de artigos de investigação em biomedicina. O serviço é oferecido pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. O MEDLINE tem aproximadamente 4.800 revistas científicas publicadas nos Estados Unidos e em mais de 70 países de todo o mundo desde 1966 até a atualidade.

Foto: Gonzalo Riobbo

O estudo é uma extensão de um outro realizado em 2009 por Elsa Heyman, pela Université de Lille na França, que estudou o efeito de quatro métodos de recuperação e aprimoramento do rendimento na escalada. No estudo original os atletas deveriam repetir uma via atrás da outra. A cada repetição, o atleta tentava um método de recuperação diferente. Os métodos eram:

  • Passivo
  • Ativo em cicloergômetro (aparelho estacionário, que permite rotações cíclicas)
  • Estimulação elétrica
  • Introdução de antebraços em água fria a 15°C

A recuperação ativa e a imersão em água fria foram os métodos que preservaram o melhor rendimento durante as tentativas de escalada.

Em um outro estudo, realizado por Kodejska, foi analisado o efeito da recuperação passiva junto com a imersão do braço dos escaladores em duas temperaturas: 15° e 8°.

Após a imersão foi feita um teste de força de pressão manual até o atleta fadigar. Os pesquisadores observaram efeitos benéficos do rendimento do escalador após a imersão dos braços dos escaladores em água nas temperaturas comparadas à recuperação passiva. Os pesquisadores destacaram também que em eventos nos quais são requeridos múltiplas recuperações físicas, como um campeonato de escalada, a temperatura ideal encontrada foi de 15°C.

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