Escalada em cascatas de gelo: Saiba onde aprender a modalidade na América do Sul

Prioritariamente na Revista Blog de Escalada é noticiado largamente as atividades de montanhismo e de escalada em rocha (boulder, esportiva e tradicional) pois, como se sabe, estando no Brasil a realidade de vivenciar escalada em gelo é muito próximo do impossível. O Brasil por ser um país predominantemente tropical o clima frio que propicia neve até ocorre com relativa frequência nos planaltos dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Nestes estados estão localizadas as cidades mais frias do país: São Joaquim-SC, Urubici-SC, São José dos Ausentes-RS, Bom Jesus-RS, Urupema-SC, Bom Jardim da Serra-SC e Cambará do Sul-RS.

Mas nenhuma destas cidades possibilitam a realização de escaladas em gelo, pois o frio não chega a ser na intensidade necessária de, por exemplo, congelar uma cachoeira. Porém na América do Sul é possível escalar em gelo, e em cascatas congeladas, no mesmo nível de qualidade das existentes na Europa e outros países que oferecem a possibilidade de praticar o esporte.

História

A escalada em gelo evoluiu da escalada em rocha e outras atividades de montanhismo (como por exemplo o Alpinismo), sendo que em altas montanhas os escaladores precisavam saber navegar em áreas congeladas enquanto subiam uma montanha. A partir desta realidade começou-se a desenvolver-se equipamentos especializados para superar as áreas congeladas e, com o tempo, os praticantes de alta montanha começaram a procurar também só por escaladas em gelo.

Foto: ANTIS outdoor consultants| http://www.antisoutdoor.com/

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Historicamente é considerado o marco zero da escalada em gelo quando o alpinista inglês Oscar Eckenstein, por volta do ano 1908, criou o que hoje conhecemos com crampons, que são agarras dentadas de ferro que eram encaixadas embaixo das botas. Posteriormente também desenvolveu o piolet. Estas duas invenções permitiram que a escalada em gelo fosse realizada sem que o escalador congelasse as mãos e pés.

Já na década de 1930 o alpinista italiano Laurent Grivel fez melhoramentos no design do crampon que permitiu uma maior mobilidade. Na década de 1960 o escalador americano Yvon Chouniard inovou no design da piqueta reduzindo de 63 cm para 55 cm e assim permitiu o maior crescimento do esporte.

Onde aprender

Para aprender a escalada em gelo é necessário uma pessoa experiente no assunto e, inevitavelmente, ir a lugares onde existe neve constante. Na América do Sul este “local” é a cordilheira dos andes sendo os preferidos dos profissionais de escalada em gelo (atençã: não estão todos listados):

Escalada em cascatas de gelo na Argentina

Foto: ANTIS outdoor consultants| http://www.antisoutdoor.com/

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Quando se pensa em escalar em gelo, em especial em cascatas de gelo, o principal local na América do Sul é, sem sombra de dúvida Mendoza. As cascatas de gelo que são formadas no inverno na região colocam Mendoza como o protagonista continental no estilo.

Além de possuir o cume mais alto de todas as Américas, o Aconcágua (6.962 m), a qualidade do gelo na região para a escalada é singular e faz com que a região torne-se um centro de excelência para estas atividades. O principal ponto de exploração de escalada em gelo é Puente del Inca.

O Centro de Actividades Invernales de Puente del Inca está localizado na estrada internacional nº7 com direção ao Chile. Situado a 2.800 metros sobre a curva do rio Mendoza e cercado pela paisagem mais majestosa possível: Ao oriente o visual é composto pelo Aconcágua (que dispensa grandes apresentações). O centro é considerado a meca dos esportes de inverno argentino e possibilita ao visitante atividades como trekking com raquetes, excursões de travessia em esqui que passam por vales e depressões absolutamente brancas pela neve. Quem já visitou afirma categoricamente que por lá está o gelo de melhor qualidade de toda Argentina.

As cascatas, assim como a maioria das vias de escalada em gelo da Puente del Inca estão a quase 3.000 metros de altura, o que é uma grande vantagem se comparado com outros centros famosos do continente para escalada em gelo como, por exemplo, o Huayna Potosí na Bolivia. O local boliviano está relativamente próximo da cidade de La Paz, mas está próximo dos 5.000 acima do nível do mar. Esta característica exige que os cursos ministrados no local sejam realizados em mais dias para que haja uma correta aclimatação.

Foto: ANTIS outdoor consultants| http://www.antisoutdoor.com/

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A variedade das vias de escalada em gelo no Centro de Escalada de Puente del Inca são variadas e contemplam toda uma gama de dificuldades permitindo que, para os estudantes e praticantes, sejam realizadas vias dos mais diversos graus.

As cascatas de gelo, como era de se esperar, mudam de um ano para outro e são feitas de água congelada que por conta de sua fisionomia mudam sazonalmente. Este detalhe faz com que os nomes que mais definem os lugares da montanha onde crescem e desenvolvem cascatas geladas no começo da temporada invernal. Isso acontece porque, assim como os seres humanos, nascem, crescem e morrem ao final de cada temporada.

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Para aqueles que não sabem ANTIS OUTDOOR® são uma equipe de especialistas (montanhistas, guias, treinadores e instrutores de escalada) dedicada exclusivamente ao montanhismo. Nós organizamos expedições às montanhas da Argentina e no exterior, trekking e escalada no gelo e cursos de rock.

Nós fornecemos a preparação abrangente de nossos grupos expedicionários nos meses antes de cada embarque ou (coaching, treinamento e aconselhamento) semanas.

Somos especializados em expedições ao Aconcagua, Mendoza Cordón del Plata, na Patagônia Lanin, Vulcões do norte da Argentina e os outros 7 Cúpulas (Kilimanjaro, na África, Elbrus, na Europa e na América do Norte Denali).

Nós somos a primeira organização sul-americana que tem guiado grupos de hóspedes para Aconcágua, Kilimanjaro, Elbrus e Denali. Todos fazem parte do circuito 7 Cúpulas mais altos em cada continente a.

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