Escalador falece em acidente em local de escalada próximo a Brasília

No último sábado, após uma queda em uma escalada no local conhecido como Belchior (lugar de escalada próximo a Brasília-DF), o escalador Arthur Paiva, de 34 anos de idade, faleceu.

Segundo informações disponibilizadas pela associação que administra o local de escalada e por cópia de printscreen de e-mail, que circulam em redes sociais, o escalador teria caído durante a execução de um rapel no procedimento considerado padrão para desmontar um via de escalada.

Foto: Diego Camacho | http://inblackflame.tumblr.com/

Ainda de acordo com as informações disponibilizadas em redes socais, na queda Paiva teria fraturado a perna, o que fez com que começasse uma hemorragia. Ainda de acordo com os relatos, o escalador foi atendido pelo resgate e estava consciente, mas faleceu na ambulância devido a perda excessiva de sangue em decorrência à fratura.

De acordo com os manuais de resgate, a perda de mais de 50% do volume sanguíneo de uma pessoa causa a sua morte. A título de exemplo um indivíduo com 70 kg possui aproximadamente 4.900 ml de sangue.

Causas do Acidente

Durante o procedimento de rapel, para realizar a desmontagem de via de escalada, Arthur teria se equivocado com o tamanho da corda e não seguiu o procedimento padrão de dar o nó nas duas pontas da corda. Desta maneira, durante a descida, uma das pontas passou pelo ATC ocasionando a queda.

O local de escalada conhecido como Belchior, fica na cidade de Água Fria de Goiás-GO, de aproximadamente 5.000 habitantes. Distante 120 km de Brasília-DF é um dos mais populares entre a comunidade escaladora. Ao todo o complexo de calcário possui aproximadamente 70 vias de escalada.

A entidade responsável pela administração do Belchior anunciou por meio de redes sociais que as causas do acidente, assim que averiguadas, serão divulgadas à comunidade. Arthur Paiva era casado e deixa esposa e dois filhos.

There are 5 comments

  1. Luiz Henrique Cesar Miné

    José, concordo com voce, fico muito triste com a perda do montanhista, e mais ainda pela familia dele, mas a lição que devemos tirar dessa fatalidade é mostrar que como todo esporte, escalar tem riscos, e muitas vezes não há segunda chance…
    existem muitos cursos de escaladas de boa qualidade, (eu fiz o meu na Montanhismus) e segurança é tudo…
    “doublecheck” é uma técnica usada inclusive na aviação.

  2. Jose

    Eu fico muito desanimado com essa notícia.
    Não só pela fatalidade, mas pela falta de interesse das pessoas e blogs populares em fazer com que essa fatalidade não seja em vão e contribua mais para a segurança da escalada.

    Todo mundo só fala desse bendito nó na ponta, mas sinceramente, isso é o de menos… ninguém analisa a verdadeira sucessão de erros que o escalador cometeu.
    1- Não meiou corretamente a corda ou se confundiu.
    2- Não fez o nó na ponta
    3- E MAIS IMPORTANTE: Não fez nenhum checklist antes de iniciar a descida (devia ter feito duas vezes (doublecheck))

    Mil vezes mais importante do que o nó na ponta é o DOUBLECHECK do sistema antes de descer, mas ninguém falou disso.
    É desanimador.

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