Entrevista com Mariana Candeia

Existem uma quantidade grande de pessoas que realizam o sonho de trabalhar em atividades outdoor, em sua grande maioria ensinando e prestando treinamentos.

Como é viver disso? É a pergunta que todos fazem quando conhecem alguém que trabalha com treinamento ao ar livre.

Foto: escalando em Table Mountain, South Africa, 2008 | Foto: Robert Breyer.

Foto: escalando em Table Mountain, South Africa, 2008 | Foto: Robert Breyer.

Mariana Candeia é uma destas pessoas que possui este tipo de trabalho, e que fascinam muitos que pensam em seguir esta profissão.

Candeia é uma das profissionais mais capacitadas existentes hoje no Brasil, e fomos atrás dela para saber com mais detalhes não somente sobre sua profissão, mas também sobre ela.

O resultado superou, e muito, nossas expectativas, pois Mariana Candeia nos presenteou com observações interessantes a respeito da profissão, e das atividades de montanha.

Mariana, você já trabalhou na OBB e é certificada do NOLS. Como aconteceu de trabalhar nesta área outdoor?

Trabalhar na área outdoor foi uma virada de 180 graus na minha vida. E também foi uma decisão de muita coragem.

Eu já atuava como psicóloga clínica humanista, com crianças e adolescentes, por 7 anos.

Era bastante realizada e empolgada com meu trabalho. No entanto, quando eu comecei a escalar, esse “retorno” à natureza, me trouxe uma percepção de mundo completamente envolvente.

Eu comecei a me ver cada vez menos exercendo a Psicologia somente em uma sala de consultório. Esta consciência foi o que me impulsionou a escolher por um caminho que eu nem tinha ideia onde ia me levar, mas, que sentia que fazia muito sentido para mim.

Em 2006 fiz o meu curso de Instrutora da Outward Bound Brasil. Minha grande satisfação em trabalhar na OBB sempre foi a possibilidade de influenciar positivamente o processo interno e desenvolvimento de valores humanos de jovens em situações de risco social. Este tipo de programa social sempre foi meu maior interesse.

Ensinando no Cirque of the Towers - durante expedição em Wind Rivers Range, Wyoming - 2010 | Foto: Gillian Butsher.

Ensinando no Cirque of the Towers – durante expedição em Wind Rivers Range, Wyoming – 2010 | Foto: Gillian Butsher.

Para mim, é fundamental sentir que meu trabalho impulsiona o crescimento de uma pessoa em vários âmbitos de sua vida. E este era o sentimento que nós da OBB, sentíamos a cada final de expedição.

Em 2009, comecei a trabalhar com a NOLS – National Outdoor Leadership School. O processo para começar a trabalhar na NOLS, foi bem mais complexo. Tive que aprender bem o Inglês, participar de um processo seletivo mais rigoroso de minhas habilidades de escaladora, fazer um curso extenso de primeiros socorros: Wilderness First Responder (80 horas).

E, fazer o curso de Instrutores onde tinha que demonstrar alto nível de competência em habilidades técnicas e, o poder de liderar expedições para um grupo em áreas remotas e sob situações bastante adversas e incertas.

No trabalho da NOLS o instrutor trabalha com outros instrutores na expedição, no entanto, passa o dia caminhando ou escalando sozinho com um pequeno grupo de alunos.

Então, o sentido de responsabilidade e comprometimento, que é inerente a quem trabalha ao ar livre, é incrivelmente potencializado. Além do fato de que trabalhamos muitas vezes em locais que ninguém ou pouca gente, já esteve.

As decisões “estão nas mãos” do instrutor e, na sua habilidade de facilitar o processo de iniciativa, autonomia e liderança dos alunos.

É um trabalho de muita intensidade e, apesar da responsabilidade, é extremamente divertido e prazeroso!

Hoje no Brasil os treinamentos ao ar livre são poucos valorizados, você saberia explicar quais os motivos?

Eu acredito que as pessoas ainda não enxergaram totalmente o potencial do treinamento e o poder transformador de uma imersão ao ar livre.

Na minha opinião, algumas empresas de desenvolvimento corporativo têm utilizado o ambiente natural para facilitação de grupos de uma forma bastante superficial e pouco efetiva.

 ensinando seminário de montanhismo para mulheres em Gannett Peak, Wind Rivers Range, Wyoming | Foto: Sandy Health

ensinando seminário de montanhismo para mulheres em Gannett Peak, Wind Rivers Range, Wyoming | Foto: Sandy Health

Experiências que não são muito bem conduzidas podem, certamente, contribuir na construção de uma ideia generalizada de que os trabalhos ao ar livre são superficiais ou banais.

Existem empresas no Brasil que vem desenvolvendo um trabalho de excelência no desenvolvimento e execução de programas no campo da Educação Experiencial ao Ar Livre, assim como na mobilização de processos internos e grupais, enquanto que, existem outras empresas que se dedicam a fazer apenas “recreação” ao ar livre com pessoas, mas que vendem como um produto de educação experiencial ao ar livre.

Muitas vezes, fica difícil para o cliente discernir.

Acho que o foco para uma mudança nesta valorização do treinamento ao ar livre, deve estar, sobretudo, na formação do profissional desta área.

Trabalhar com processos de pessoas em áreas naturais exige que o profissional adquira e se torne competente em habilidades muito variadas, que vão desde a escuta ativa, comunicação efetiva, facilitação efetiva de reflexões, coaching, até o conhecimento de navegação em mapa topográfico, tratamento de lesões físicas, técnicas de resgate, etc.

É uma profissão bastante multidisciplinar com um leque abrangente de aptidões.

As atividades de natureza parecem estar voltando a despertar interesse da grande mídia. Você consegue visualizar este crescimento?

Sim, eu vejo que o interesse em fazer atividades na natureza está aumentando gradativamente.

E, eu vejo também que, atualmente, há um reconhecimento por parte de uma população bem mais ampla – incluindo educadores, cientistas, médicos, empresários – de que ir para a natureza traz inúmeros benefícios para a saúde física, mental e psicológica do ser humano.

escalando em Itatiaia com Maurício Clauzet - "Fissura Natasha, Prateleiras | Foto: Luiz Coslope

escalando em Itatiaia com Maurício Clauzet – “Fissura Natasha, Prateleiras | Foto: Luiz Coslope

No entanto, a maioria das pessoas ainda não consegue abrir mão dos padrões de comportamento e de consumo de nossa cultura contemporânea.

Então, muita gente vai para a cachoeira ou para a trilha e leva o iPhone e, estão mais focadas em postar suas fotos em redes sociais do que verdadeiramente entrarem em um estado de contemplação com o lugar e o momento.

Ainda existe um desafio muito grande na nossa sociedade que é o de desligar o modo “utilitarista” e ligar o “modo de pertencimento”.

O modo utilitarista trata daquela antiga, porém ainda, presente, constatação de que constituímos cada vez mais o meio ambiente como objeto, e nós próprios como sujeitos.

Um modo de ser que está enraizado culturalmente a nível global e que, muitas vezes se reflete em comportamentos hostis, agressivos e alienados em relação ao meio natural.

Na verdade, eu acho que todos nós, incluindo educadores ao ar livre, escaladores e montanhistas, de certo modo, experimenta uma alternância entre esses modos de ser. Pois, em certo grau, “usamos” o ambiente natural de uma maneira capitalista e utilitarista também.

A minha visão de mundo é fortemente influenciada pelas idéias do psicanalista Carl Jung. As observações e contribuições do Jung sempre estiveram muito à frente de seu tempo. Poucos sabem que o Jung foi profundamente preocupado com a perda de conexão do ser humano com a Natureza.

Eu concordo com a afirmação dele de que a definição de Natureza não se limita ao mundo físico visível: “Nature is not matter only, she is also spirit”. Este tipo de reflexão desafia a noção convencional limitada do que é Natureza.

Através de minha própria vivência e também meus estudos na área (Nature-based Psychology), sei que a relação com o mundo natural é uma relação onde os sentidos e conteúdos inconscientes se entrelaçam. Já vivi experiências intensas ao ar livre, que foram mudando “as lentes” que antes colocava para enxergar o mundo.

Banho no rio durante uma expedição na NOLS Amazon 2009 | Foto: Dalio Zippin

Banho no rio durante uma expedição na NOLS Amazon 2009 | Foto: Dalio Zippin

Por exemplo, um encontro ‘”cara-a-cara” por 10 minutos que tive com um mountain lion (na floresta de Black Hills, quando ensinava um curso de escalada em Needles, South Dakota); e uma picada de aranha marrom na coxa (durante a expedição em um glaciar remoto na Patagônia Chilena).

É importante ver todos os lados de uma questão, estas duas experiências, especificamente, foram verdadeiros guias que ajudaram a definir o que eu considero que é fundamental e importante na vida.

Estar dentro de uma mata é completamente diferente do que estar dentro de um aeroporto. A vibração da vida é outra. Talvez seja por isto que o tema de levar eletrônicos para expedições é um pouco difícil para mim.

Eu levo um kindle (com livros, documentos e protocolos para a expedição) para meus cursos, é uma forma de minimizar drasticamente o peso na minha mochila. Também levo uma câmera fotográfica, mas não sou confortável com o uso de iPods e, principalmente telefones celulares.

Raramente uso GPS nas expedições, me oriento pelo terreno e pelas minhas próprias habilidades. Eu acredito que quanto mais modesta, autêntica e harmônica a experiência com a natureza for, mais chances alguém tem de experimentar outras “lentes”.

Uma área que quero e, inclusive, venho pessoalmente colocando energia em alguns projetos é: a área de educação infantil na natureza. Vejo que, felizmente, muitas escolas estão privilegiando a educação na natureza com excursões na mata, acampamento, estudos de meio, escaladas, criação de horta, etc.

O contato com a terra, plantas e animais, é fundamental na construção de uma personalidade e psiquismo saudaveis.

Para quem deseja se profissionalizar para realizar treinamento na NOLS e OBB quais conselhos você daria?

O primeiro conselho que eu daria é: faça um curso como aluno!

É uma oportunidade incrível tanto de entender mais sobre a metodologia e técnicas de ensino ao ar livre, como também, conhecer um pouco mais de si mesmo, fora da zona de conforto. E, de saber, se é essa área mesmo a que deseja trilhar.

Para quem tem o foco de facilitar programas mais curtos e, bem mais perto da civilização, o processo é mais simples. É importante investir muito nas áreas que são percebidas como “a melhorar”, seja o nível de conforto acampando, seja habilidades para ler mapas topográficos, seja facilitar reflexões de grupo, seja aprender a fazer coaching mais efetivamente.

Escalando a via "Cara Sur" no Cerro Pollone - El Chalten, 2013 | Foto: Max Fisher

Escalando a via “Cara Sur” no Cerro Pollone – El Chalten, 2013 | Foto: Max Fisher

Para trabalhar na NOLS tem que falar bem Inglês, pois todo o currículo é em Inglês, além de ser muito importante ter uma boa “bagagem” na sua habilidade técnica (montanhismo/ escalada/ caminhada/ canoagem/ kayak).

Acho que é importante saber, para quem deseja ir nesta direção, que a linha que separa a esfera profissional da esfera pessoal é bem estreita. Se o profissional tem o foco de trabalhar com expedições mais longas e fora do Brasil, é bom ter em mente que este é mais do que um trabalho, é basicamente, um estilo de vida.

Um estilo de vida onde o desapego e a flexibilidade são praticados no dia-a-dia. Por um período de mais ou menos seis anos eu não morava em lugar algum. Eu não tinha “casa”, pois, eu não permanecia mais de um mês na cidade, e pelo menos, sete meses do ano, estava sem contato com civilização.

Guardava equipamentos e roupas entre João Pessoa, Rio de Janeiro, Patagônia, Wyoming e Alaska. Isso, claro, vai de encontro forte com os padrões convencionais de relacionamentos e vínculos afetivos.

Foi uma experiência muito rica e importante em vários aspectos, como por exemplo, o fortalecimento de valores humanos e meu caráter pessoal.

Por isso, acho que é importante identificar se é isso mesmo que você quer, pois a vida pessoal vai mudar conseqüentemente.

Escalada da via "North Ridge" , Mount Baker, North Cascades - 2012 |Foto: Andy Altepeter

Escalada da via “North Ridge” , Mount Baker, North Cascades – 2012 |Foto: Andy Altepeter

Eu nunca trabalhei como guia de montanha, mas sei que o trabalho de educador ao ar livre, é bem diferente de um de guia. A começar pelo salário!

Um guia de montanha no Aconcágua, seguramente, ganha muito mais por expedição do que um instrutor levando um grupo de 15 alunos para escalar em um glaciar inexplorado na Patagônia.

O que é um tanto ridículo, mas, é bem verdade.

O educador está ali para dar aulas de liderança (currículo específico da escola), de técnicas de escalada (ou canoagem, ou kayak ou montanhismo, navegação, etc), aulas de “Leave no Trace”, aulas de como acampar/cozinhar em condições adversas e, também, atua como “coach” para um número “x” de alunos a cada expedição.

O instrutor também tem a responsabilidade em avaliar a performance de cada um dos alunos, de seu time (outros instrutores) e de si mesmo.

Outra informação importante é que geralmente carregamos muito peso, por exemplo, em cursos de montanhismo no Alaska a mochila pode chegar a 35 quilos. E não se tem muita rotina na expedição, tudo é imprevisível, os dias podem ser muito “duros” tanto fisicamente como mentalmente.

Por último, eu acredito que o papel mais fundamental de um instrutor, não é nem sua habilidade física (condicionamento), ou técnica ( competência) ou cognitiva, na minha percepção, o que mais importa é a energia que ele(a) coloca cada dia em se apresentar como um modelo inspirador de liderança através de sua atitude, comportamento e personalidade.

E, acho que este é a motivação desse trabalho: a possibilidade de a cada dia fazer alguém que está ao seu lado, evoluir. A Natureza e as experiências vividas ali possuem o potencial para realizar esse processo.

Eu só me ocupo de trabalhar junto com ela e me divertir muito.

No Rio de Janeiro há uma certa divisão entre montanhistas que fazem parte de clube e as que não fazem parte. Qual a sua opinião a respeito disso?

Já fazem 6 anos que não moro a cidade do Rio e, portanto não sei se atualmente existe esse “conflito” ou não.

No período que vivi no Rio, eu não era afiliada a nenhum clube, e nem mesmo nasci do estado do Rio, e sempre fui muito bem-vinda. Eu frequentava, esporadicamente, pelo menos quatro diferentes clubes.

Cerro Colorado - conquistando no Cerro Colorado - Patagonia Chilena. foto: Maurício Clauzet

Cerro Colorado – conquistando no Cerro Colorado – Patagonia Chilena | foto: Maurício Clauzet

O que eu posso dizer é que: em nenhum momento eu vi algum comportamento que demonstrasse atrito entre estes dois grupos. Ao contrário, as pessoas interagem e transitam muito bem entre um clube e outra.

Há, obviamente, a identidade particular de cada clube e, isto parece ser algo positivo e valorizado por seus membros.

O montanhismo no Brasil possui pouca projeção. Quais seriam as coisas que faria o esporte crescer no Brasil?

É natural o montanhismo no Brasil ter pouca projeção. Essa é uma atividade que culturalmente não está inserida no interesse da população brasileira. O que é uma pena, pois o Brasil tem montanhas incrivelmente lindas.

Quando morei na cidade do Rio de Janeiro fiquei muito impressionada com a organização e seriedade dos clubes de Montanhismo.

Participei de algumas excursões e frequentava ocasionalmente o Clube CEL. E, penso que essa forma de organização social deveria ser mais reproduzida em outras cidades e estados brasileiros; além do fato das montanhas serem excelentes salas de aula para pessoas de qualquer idade.

chapada diamantina - expedição FEAL da OBB na Chapada Diamantina | foto: Antônio Calvo

chapada diamantina – expedição FEAL da OBB na Chapada Diamantina | foto: Antônio Calvo

Vejo um aumento considerável no público interessado em fazer travessias e pernoitar na montanha. Esse movimento, de certa maneira, vem sendo acompanhado de uma nova abordagem em alguns parque nacionais estimulando à visitação e regulamentando maneiras específicas de minimizar impacto.

Outro lado da moeda, é que as taxas de entrada em Parque Nacionais são bastante elevadas para o padrão econômico da maioria dos brasileiros, além de muitas vezes, o processo de autorização dos acessos seguirem a linha da burocracia característica do funcionalismo público.

A minha preocupação maior com o crescimento da prática do montanhismo é que isto não venha dissociado de uma postura ética e de mínimo impacto ambiental. Ainda hoje, vemos degradações absurdas em árvores e pedras feitas por quem sobe as montanhas, o que demonstra alienação.

Esta conscientização ambiental não é, portanto, uma responsabilidade exclusiva dos órgãos públicos e federais, é de cada um de nós.

O montanhismo em neve e gelo, por um outro lado é uma atividade que todo escalador de rocha deveria explorar em algum momento. A primeira vez que usei um par de “piolets” e “crampons” em uma parede vertical, eu re-descobri a escalada.

A mudança de ambiente me trouxe, espontaneamente, uma nova postura diante da montanha. Eu acho que a inexperiência tem esse lado positivo incrível, que é a de ser uma “porta aberta” para o exercício da humildade.

O que não necessariamente, ocorre com todas as pessoas, mas, pode ocorrer um novo entendimento da relação Ego-Montanha.

A adição da prática do montanhismo em neve e gelo também é uma forma muito efetiva dos escaladores ampliarem os conhecimentos técnicos da escalada e de se tornarem ainda mais competentes em se tratando de alternância em sistema de segurança. É importante ganhar competência e conforto antes de se aventurar por aí.

escalando Tricouni Nail, Black Hills. Via clássica do Royal Robbins com 3 pitons | Foto: Kyle Miller

escalando Tricouni Nail, Black Hills. Via clássica do Royal Robbins com 3 pitons | Foto: Kyle Miller

Atualmente tem muita gente com bastante motivação em escalar grande paredes na Patagônia e que, certamente, possuem força muscular e técnica para escalar a parede, mas no entanto, subestimam a complexidade do que significa exatamente estar em um ambiente alpino.

Os resgates em qualquer área de difícil acesso é algo muito complicado e, na grande maioria das vezes, depende da boa vontade e voluntariado da comunidade escaladora local.

Muitos dos acidentes que ocorrem, poderiam ser evitados através de simples análise e manejo de risco.

Todo praticante de esporte de natureza tem uma viagens dos sonhos na cabeça. Qual é a sua?

Pois é, nunca me dediquei muito em planejar ou idealizar uma “viagem dos sonhos”. Todos os lugares que fui conhecer e escalar partiram de um interesse genuíno que surgia no momento em que eu tomava conhecimento daquele lugar.

Foi assim, por exemplo, quando fui escalar nos paredões de granito do deserto da Namíbia.

Enquanto meu amigo descrevia o lugar para mim, meus olhos brilhavam com a ideia de estar lá.
Sempre me interessei por um tipo de escalada com mais comprometimento (ou mais remota, alpina, ou em móvel), e também percebo que eu sou seduzida muito mais pela estética e localização da montanha, do que pela via ou alguma característica da mesma.

Treinando no quintal de casa | Foto: Maurício Clauzet

Treinando no quintal de casa | Foto: Maurício Clauzet

Ultimamente tenho tido muitos “brilhos nos olhos” pela escalada que envolve travessia em glaciar, e mistura rocha com gelo e neve na ascensão.

A escalada dos sonhos para mim seria uma “trip” bem divertida com gente bacana e em quem eu confio, em um lugar incrível! Cada lugar tem sua própria magia.

Tenho um grande desejo de um dia me aventurar nos glaciares da Groelândia e “brincar” muito tempo por lá.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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