Entrevista com Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Viajar pelo mundo, praticar todos os esportes de natureza que quiser, sentir-se livre e ao mesmo tempo viver uma vida em velocidade máxima: tudo isso parece um sonho muito distante para todos.

Não para Márcio Bortolusso.

Fosse a vida de Bortolusso transformada em filme, seguramente seria do gênero aventura, devido à sua dedicação à vida outdoor e vivência na natureza.

Sempre simpático e carismático, basta conversar poucos minutos com Márcio para entender porque conseguiu viver nesta intensidade boa parte de sua vida.

Sem medo de responder nenhuma pergunta, Márcio Bortolusso nos presenteou com uma das mais completas e interessantes entrevistas da história da Revista Blog de Escalada, leiam tudo abaixo.

Marcio, você conseguiu misturar trabalho e natureza. Como conseguiu realizar este sonho?

Sorte e foco em meus principais sonhos. 

Sorte, pois tive um pai que me influenciou com suas incontáveis aventuras e desventuras por nosso imenso país (sustos com onças em áreas isoladas da Amazônia, apuros em minas profundas, tempestades em mar bravio…) e o privilégio de morar em exatas 20 cidades e vilas pelo Brasil, cercado por paraísos naturais como Serra da Mantiqueira, Baía da Ilha Grande, Serra de Ouro Branco, Serra da Bocaina, etc. – locais aonde desde criança acompanhei o meu único ídolo em pernadas pela mata, remadas até ilhas, longas pescarias, etc.

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

E foco, pois desde o exato dia em que decidi que viveria como documentarista e montanhista que eu apostei todas as fichas e nunca mais pensei em viver de outra forma.

Parece história de filho de pescador, mas lembro exatamente deste dia, já brincava com câmeras amadoras há anos, mas em 1995 após minhas primeiras aulas de fotografia na faculdade, durante uma escalada em Brejetuba (SP), com a maior convicção do mundo falei para um dos meus melhores amigos: “Rodrigo, já sei o que farei da vida, vou viver da Fotografia de Aventura e Natureza (…) a partir de hoje eu vou me dedicar a este sonho e OU eu vou conseguir OU… eu vou conseguir!

Sei que eu poderia ser um bom médico, um advogado, engenheiro ou qualquer outro profissional, mas ou vai dar certo ou eu vou passar fome, pois não pretendo tentar outra coisa”.

Ainda mais naquela época, até hoje tenho dúvidas se na ocasião este amigo levou fé no que eu disse ou achou que eu delirava pelo sol forte, estava dizendo algo da boca para fora… rs.

Mas após tantos anos hoje nos divertimos ao relembrar alguns dos nossos velhos sonhos como jovens estudantes, aos quais realizamos a custa de foco e muito trabalho.

Você mora em Ilhabela. Há potencial de escalada neste arquipélago?

Sem exagero, potencial para tornar Ilhabela um dos principais polos de Escalada do estado de São Paulo.

Talvez do litoral brasileiro.

Potencial que me surpreendeu quando mudei para este arquipélago em 2009, no início do projeto de um livro-guia que produzi com minha esposa sobre a região (www.viagensecologicas.com.br/ilhabela/a-colecao).

Foto: Guilherme Veiga

Foto: Guilherme Veiga

A Escalada em Ilhabela era praticamente inexistente até então, com menos de meia dúzia de vias curtas e raros escaladores de fora buscando alguns poucos grampos condenados pela maresia.

Em poucos meses estávamos impressionados com a quantidade e variedade de pedras nas 15 ilhas e ilhotes que formam o Arquipélago de Ilhabela, com potencial para vários tipos de escalada:

Esportiva, com vias fortes sendo abertas nas falésias da Brabinha, Cuiabá, etc.;

Clássica, com faces com mais de 200 metros;

Boulder, com centenas de blocos dos mais variados tipos, nas matas e em várias praias;

e com proteções móveis, com points seguramente entre os melhores do país, do nível de Barra de Guaratiba, Lenheiro, etc.

Junto com o livro, buscando mudar esta realidade iniciamos um trabalho que já ultrapassa 40 meses de exploração, abertura de vias e mapeamento das principais pedras e setores.

Nosso trabalho recém está começando, com poucas vias abertas e muito a ser feito, mas aos poucos estão surgindo os primeiros escaladores da região e hoje já temos um pequeno cardapio para apresentar aos primeiros visitantes… rs.

Para quem quiser mais infos: www.viagensecologicas.com.br/ilhabela/atividades/escalada.

Foto - Chander Cristian

Foto – Chander Cristian

Você acredita que ainda há lugares de prática de escalada e boulder ainda não explorados no litoral de São Paulo?

Foto: Hugo Shimazu

Foto: Hugo Shimazu

Sem dúvida, o Arquipélago de Ilhabela é uma prova disso.

Pela maravilhosa variedade geográfica e grandiosidade do Brasil, acredito que temos ainda muitas décadas (olhando para a história do nosso país, talvez séculos) de exploração e descobertas em todos os 26 estados brasileiros, especialmente na região da Serra do Mar, que apesar de estar na zona mais densamente povoada e industrializada resguarda milhares de pedras muito bem protegidas dos olhos humanos pela densa Mata Atlântica e por cânions, vales e montanhas de difícil acesso.

Para ter uma ideia, são raras as vezes que saímos para explorar uma nova área de Ilhabela que não encontramos algum bloco ou falésia com bom potencial para escalar.

E no resto do litoral paulista isso se repete, já namoro algumas pedras há anos que continuam virgens e é muito comum encontrar algum bloco interessante ou falésia virgem durante alguma andança ou remada por outras paragens.

Publiquei há vários anos atrás no jornal Mountain Voices uma matéria intitulada “Escalando pelo litoral brasileiro” (www.mountainvoices.com.br/mv97.pdf) e apesar da qualidade alguns dos locais que citei de norte a sul da costa brasileira ainda permanecem desconhecidos da maioria dos escaladores.

No ano de 2013 não houve a organização de campeonatos de escalada. Na sua opinião, você acredita que as competições de escalada são viáveis?

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Apesar dos eventos que fotografei, competição nunca foi a minha praia, então não sei se sou a melhor pessoa para palpitar sobre isso.

Na minha opinião, acho que hoje, diante das limitações de mercado que temos e do desinteresse da “maioria” dos empresários do setor, dos clubes, das federações e por fim dos próprios atletas, os campeonatos realmente não estão sendo viáveis no Brasil… mas, podem se tornar a ser.

Lembrando que quando digo “desinteresse” me refiro a botar a mão na massa mesmo, apoiar as raras iniciativas neste sentido, abrir mão de tempo livre (inclusive de alguns finais de semana com a família ou na pedra com os amigos) para participar de forma direta na organização, divulgação e/ou realização de tais eventos, entre outros pontos cruciais para o sucesso de qualquer circuito esportivo.

Comparando com outros esportes/atividades que já foram tão segmentados quanto a Escalada – como o Skate, o Surf, entre tantos outros exemplos -, é fácil constatar que o que falta mesmo é união no montanhismo brasileiro.

Tem muita gente boa se esforçando há anos pelo futuro da Escalada de competição no país, mas infelizmente às vezes não é suficiente, chega a uma etapa do sistema que faltará atores – patrocinadores, parceiros estáveis, etc.

Apesar de nunca terem morrido, o Skate e o Surf passaram por vários altos e baixos desde os anos 70, inclusive com alguns picos de modismo.

No entanto, mesmo durante as piores crises destes mercados, de forma geral os skatistas, surfistas e empresários destes segmentos que resistiam ano após ano continuaram unidos e ativos, anunciando nas revistas, investindo nos campeonatos, valorizando as marcas e atletas nacionais, etc.

Hoje o Skate e o Surf nacional colhem bons frutos, com várias revistas sólidas nas bancas, campeonatos de nível internacional, mega patrocinadores, alta visibilidade na Mídia, marcas apresentando alta lucratividade e vários atletas se destacando no cenário mundial.

Neste mesmo período o que vimos na Escalada foi: alguns poucos bravos empenhando esforços em ações como a organização de campeonatos ou o patrocínio de atletas, mídias e eventos; e infelizmente a grande maioria dos interessados nas competições de braços cruzados, aguardando que algum santo inocente continuasse investindo e trabalhando duro e de forma ininterrupta para estes que acham que ser escalador é mandar vias de alto grau (algo fácil à maioria dos mortais que treinam), contrabandear equipamentos do exterior para revender (com ar de malandro e se achando empresário) ou comparecer nos raros campeonatos realizados graças aos esforços de uns poucos, para depois ainda criticar a falta de estrutura de tais eventos pelas redes sociais.

Enquanto isso, perdemos revistas do naipe da extinta Headwall, empresários valiosos (com lojas e marcas fechando) e competições pelo consequente desinteresse dos patrocinadores, Mídia e até mesmo das federações.

Para não alongar mais, acho que as competições até seriam viáveis no Brasil, mas diante de tanta injustiça e desinteresse dos próprios escaladores esportivos, sinceramente estou pouco preocupado e ainda bem que a minha “montanha” é outra… rs.

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Dentre os estilos de escalada, qual o seu favorito e porquê?

Foto: Fernanda Lupo

Foto: Fernanda Lupo

Me divirto com todos, de qualquer grau, seja em Livre ou Artificial.

Curto Escalada Tradicional, Psicobloc, Boulder (de preferência Highballs sem crash pads), Esportiva, Alta Montanha, etc., mas sem dúvida a que faz o meu sangue correr mais forte é a de Grandes Paredes (Big Wall), especialmente se abrindo uma nova rota e em uma montanha virgem ou pouco explorada.

Claro que não da para abrir via todos os dias e que as repetições nos ajudam no fortalecimento técnico e físico, mas para mim não há comparação entre repetir ou abrir uma via, seria como subir de “top-rope” ou guiar, escalar na academia ou na rocha, admirar um quadro de um estranho ou pintar a sua própria obra de arte.

Um simples croqui pode castrar as maiores emoções e desafios de uma verdadeira escalada.

Partir para a exploração de uma face de montanha inexplorada é acima de tudo enfrentar incertezas, lances inimagináveis para estar preparado, risco elevado e constante, logística complexa e impiedosa, misto de dureza e prazer a cada movimento, seja ao encarar uma enfiada “sangrenta” ou durante uma simples refeição sob o vazio.

Foi durante a abertura de longas e exigentes vias – “Vai, mas não cai não!” (1.260 m em 8 dias, Pedra Riscada, MG), “Ilusão do Sertão” (440 m, 8 dias, Pedra do Cachorro, PE), “Ermitões” (10 dias, Pico dos Marins, SP), Face Oeste do Pico Sem Nome (11 dias, inacabada), etc. – que eu me senti vivo e feliz como nunca antes ocorrera, quando tive a certeza que estava vivendo a vida como a vida deve ser vivida!

De tão fortes, acredito que tais escaladas me transformaram como ser humano e se tornaram lembranças imortalizadas até o último dos meus dias.

Dezenas de repetições de vias durante anos não se comparam à satisfação, emoção e espaço em nossa mente e coração atingidos com a abertura de uma única via durante dias em um local inóspito, quando nossos limites são realmente provados ao extremo e destruímos todas as sólidas muralhas da fortaleza que nos dão as garantias e seguranças do nosso dia a dia.
Pra fechar, também sou fascinado pela Escalada em Solitário.

Apesar de poucas, as vias que abri ou repeti neste estilo na região do Pico dos Marins se tornaram inesquecíveis para mim.

Mas no final o que importa é estar na montanha, seja escalando, acampando, caminhando ou apenas curtindo o entardecer desde um belo cume.

Você também trabalha como fotógrafo. Você tem preferência por Canon ou Nikon?

Marcio_Bortolusso14Já usei as duas marcas, mas para quem opta pelo minimalismo ao invés do estilo “mula de carga” (com vários corpos de câmera, cases, tripé pesado e dezenas de acessórios), tanto faz.

A não ser que você seja patrocinado ou um “endorser” de uma marca, acho besteira essa mania que muitos fotógrafos têm de vestir a camisa de uma ou outra empresa.

Houve um tempo em que havia uma diferença mais gritante entre a maior resistência da Nikon (o que contava para trabalhos com muito impacto, lama, umidade, etc.) e a velocidade das objetivas “ultrassônicas” da Canon (ótimas para imagens de animais, cenas de ação, etc.), mas hoje em dia apostar em uma única marca é abrir mão de recursos e tecnologias incríveis lançados entre as marcas rivais.

Claro que normalmente você monta o seu equipo – corpos de câmera, objetivas, etc. – e fica difícil trocar todo um kit apenas devido a um novo acessório lançado pela marca concorrente, mas sempre que possível vale testar as novidades e, se for mais vantajoso, mudar de equipamento independente da marca.

O desrespeito de turistas a locais é constante (com pichações e etc). Como você visualiza este problema?

Foto: Sergio Tartari

Foto: Sergio Tartari

Infelizmente este é um problema mundial e que mesmo após muitas discussões polêmicas e as mais diversas tentativas ainda apresenta como principal solução a educação dos visitantes, algo dificílimo de alcançar em todo o planeta mesmo a longo prazo, devido a altos custos, necessidade de grande contingente de atores com o mesmo foco (governos, mídias, ONGs, educadores, etc.), complexidade estrutural dos inúmeros métodos a serem aplicados, entre tantas outras variantes.

Mas como não podemos desanimar frente aos impactos diários nas áreas naturais, acredito que temos que tomar a conscientização da sociedade e as ações de proteção dos patrimônios culturais e naturais como algo pessoal.

Tem que fazer parte das nossas ações cotidianas.

Às vezes parece uma guerra perdida, mas é notável o quanto as milhares de ações “verdes” postas em prática ao redor do mundo apenas nas últimas duas décadas foram eficazes, de simples gestos como separar o lixo doméstico a projetos grandiosos que resultaram na criação de reservas naturais de máxima relevância para a Humanidade.

Foto: Chander Cristian

Foto: Chander Cristian

Normalmente são visitantes inexperientes que causam os maiores problemas (incêndios, pichações, lixo, desrespeito a moradores, etc.), mas triste é quando lutamos por anos em prol de uma região ou área de escalada – abrindo vias, realizando mutirões de limpeza, manutenção de trilhas, palestras de conscientização aos moradores, exaustivas reuniões com órgãos públicos e autoridades, etc. – e então descobrimos que alguns egoístas ditos “escaladores” atropelaram simples recomendações éticas e causaram graves problemas com sérias consequências para toda a comunidade, como a proibição da escalada em Unidades de Conservação ou em terras particulares gentilmente abertas aos escaladores.

Neste caso, como faço campanha há anos, em tempos de real globalização via redes sociais, além de um longo trabalho de conscientização (muitas vezes ineficaz para estes “infelizes” – pra não falar outro nome), acredito que a melhor forma de inibir esta laia de egoístas é dando “nome aos bois”, deixando claro para toda a comunidade quem são os responsáveis por qualquer prejuízo coletivo. Dizem que brasileiro tem memória curta, mas hoje tudo que vai para a rede se torna eterno.

Então além da queimada virtual destes infelizes, com o tempo todos nós seremos vistos na comunidade de escaladores praticamente por um histórico pessoal mais fiel à realidade: os que abrem vias, os que participam de mutirões de limpeza, os que são simpáticos com todos, assim como os responsáveis pelo fechamento de setores inteiros de escalada, os que batem grampos em vias alheias, os que meteram fogo em um Parque, etc.

Já matutei muito sobre o assunto e até tentei outras ideias, mas eu ao menos não vejo outra solução nestes casos, onde por enquanto a impunidade protege os maus escaladores.

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Você parece ter viajado bastante. Quais seriam os 5 lugares, na sua opinião, que toda pessoa deveria conhecer?

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Talvez seja mais fácil eu decifrar o milenar enigma da Esfinge do que responder tal pergunta… rs.

Essa resposta irá variar para cada pessoa, conforme gostos, vivências, bagagem cultural, etc., além disto, eu “ainda” não considero que tenha viajado muito.

Então direi apenas “alguns” dos cinco lugares mais incríveis que tive o privilégio de conhecer, não necessariamente em ordem de importância:

1- Monument Valley: As famosas torres avermelhadas que eu via quando criança nos desenhos do Pica Pau, junto ao meu pai nos filmes de Bang Bang e a partir dos anos 90 nas páginas da Climb e da Rock & Ice. Um sonho antigo que eu tive a sorte de realizar durante uma longa trip em que visitei belíssimos lugares no Colorado, Arizona, Utah e Novo México. E mesmo lugares como o Grand Canyon ou algumas imponentes montanhas que escalei nas Montanhas Rochosas perderam para este mágico lugar;

2- Patagônia: Como só posso escolher cinco locais, vou generalizar esta vasta região… rs. Durante quatro viagens, tive a oportunidade de rodar milhares de quilômetros por variados cantos deste que considero um dos locais mais espetaculares do mundo. E todos os lugares que andei, escalei, pedalei ou remei se tornaram inesquecíveis, desde os mais turísticos como El Chalten e Torres Del Paine até zonas inóspitas no altiplano ou na pré-cordilheira;

3- Alpes Italianos e Franceses: Não adianta, os Alpes são os Alpes! Câmeras fotográficas são incapazes de transmitir a real beleza e esmagadora imponência de algumas das suas principais cadeias de montanha. Assim como a Cordilheira dos Andes, uma vida seria pouco para explorar as mais espetaculares paredes, cumes e cânions deste fantástico paraíso terreno;

4- Cordilheira Real: Difícil selecionar um único local a se visitar na Bolívia, mas as altas montanhas e os cumes gelados desta cordilheira marcaram a minha alma com alguns momentos encantadores e outros amargos;

5- Agreste pernambucano: Para não dizer que não citei nenhum recanto incrível do meu amado Brasil, recomendo uma visita à dura e fascinante Caatinga do estado de Pernambuco, aproveitando para escalar duas ótimas vias que abri com amigos na região, uma na imponente Pedra do Cachorro e outra na Pedra da Bicuda, na encantadora Brejo da Madre de Deus.

Mas como disse, são apenas cinco dicas, eu poderia facilmente listar somente no Brasil 100 lugares fantásticos que ajudaram a forjar o meu caráter, locais singulares como Pedra Riscada, maciço do Pico dos Marins, Serra dos Órgãos, Pantanal, Parna do Itatiaia, cânions e montanhas da Serra Catarinense, Chapada Diamantina, Serra da Bocaina, Superaguí, Serra da Canastra, Serra do Cipó, as costas oceânicas da Ilha Grande e de Ilhabela, inúmeros points no extenso litoral nordestino, entre tantos outros lugares.

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Foto: Acervo pessoal Márcio Bortolusso

Márcio Bortolusso é montanhista e documentarista de Aventura, Natureza e Cultura Regional, patrocinado pelas marcas norte-americanas Gore-tex® e Windstopper®.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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