Entrevista com Antonio Paulo Faria

Assim como o lateral direito Nilton Santos, nos anos 60, era definido como “o enciclopédia” por ter sido dos primeiros jogadores de futebol retratados em uma enciclopédia, seguramente o carioca Antonio Paulo Faria também é merecedor do termo para a escalada.

Com 51 anos de idade, e muitos destes dedicados à escalada, Antonio Paulo Faria tem muitas histórias a contar, e, como não poderia deixar de ser, opiniões bem definidas a partir de todos os assuntos do esporte.

Difícil mesmo é definir em poucas palavras pois ele é, entre outras coisas, doutor em geologia, professor universitário, autor de livro, pai apaixonado pelos filhos, além de cidadão do mundo por conta de suas inúmeras viagens,

Com respostas muito bem explicativas, e carregadas de conteúdo, Antonio Paulo Faria presenteia a Revista Blog de Escalada com uma das melhores, senão a melhor, entrevista realizada em 9 anos de existência.

Antônio Paulo, com tanto tempo dedicado à escalada, como você compararia a geração que está escalando agora com a que iniciou no Rio de Janeiro?

A minha geração não era melhor que a atual, e nem a atual é melhor que a minha, são momentos diferentes na evolução da escalada nacional.

Primeira conquista: Face Sul do Pico da Bandeira (MG), em 1983

Primeira conquista: Face Sul do Pico da Bandeira (MG), em 1983

Aliás, tenho 51 anos mas escalo e convivo tranquilamente com a garotada, às vezes até penso que eles estão mais velhos que eu, fisicamente e mentalmente! Hahaha…

Alguns outros colegas cinquentões que escalam bastante, pensam o mesmo, reforçando a máxima de que “a idade está na mente!” – Mas é verdade, tem muito jovem velho!

As novas gerações de escaladores brasileiros tem mais informações, viajam mais, estão globalizados e escalam em nível altíssimo.

Nos anos 1980 o Brasil era isolado, era quase impossível importar e a hiperinflação corroía nosso dinheiro.

Você até podia ter dinheiro, mas ia comprar material onde? Não existiam lojas no Brasil!

As notícias que tínhamos sobre escalada vinham de algumas poucas revistas europeias que chegavam aqui e com muito atraso, às vezes nem chegavam.

Alguns felizardos assinavam. Tínhamos o jeito brasileiro de escalar e de abrir vias, até aumentar a influencia estrangeira por aqui.

Abrindo via no Pai Inácio, Chapada Diamantina, em 1986

Abrindo via no Pai Inácio, Chapada Diamantina, em 1986

Alguns escaladores americanos e europeus vinham para cá e nos mostravam novidades.

Além disso, víamos fotos de escalada nas falésias de calcário francesas, com buraquinhos naqueles negativos enormes, e ficávamos com muita inveja.

Não havia nada como aquilo no Rio de Janeiro e os metacalcários de Minas Gerais ainda não tinham sido “descobertos” pelos escaladores.

Lembro do Paulo Macaco, irritado, dizendo – “Eu vou fazer esta porra virar calcário!” – Ele queria cavar buracos no negativo da Pedra do Urubu, que é um imenso bloco de gnaisse.

Mas felizmente isso não aconteceu…

Enfim, a minha geração transformou a escalada “arcaica” numa escalada moderna, em todos os segmentos: blocos, vias esportivas, vias em grandes paredes e vias artificiais.

Passamos a escalar em livre e deixamos de usar os artificiais fixos, que eram comuns antes dos anos 1980.

Aos poucos as gerações posteriores foram subindo os patamares de dificuldade baseadas em forca física e resistência, e hoje acompanhamos de perto a evolução da escalada internacional.

A geração dos anos 1980 teve a tarefa de fazer essa transição e tivemos sorte ter alguns escaladores excepcionais na ponta desse processo.

Poderia ter sido muito diferente.

No Rio de Janeiro há uma certa divisão entre montanhistas que fazem parte de clube e as que não fazem parte. Qual a sua opinião a respeito disso?

Os clubes do Rio de Janeiro sempre foram e continuam sendo boas escolas para escaladores.

Primeira experiência em gelo, Cordilheira Blanca, 1990

Primeira experiência em gelo, Cordilheira Blanca, 1990

Mas depois que você aprende, precisa sair da escola para aplicar seus conhecimentos.

A evolução só ocorrerá depois de sair da escola e por isso muitos dos escaladores que passaram a vida inteira nos clubes ficaram estagnados.

Os cursos básicos dos clubes continuam sendo os melhores porque lá se consegue parceiros para escalar, entretanto, a maioria dos associados frequenta os clubes em busca de vida social e acaba escalando pouco ou quase nada.

Mas nem por isso deixam de ser importantes para o montanhismo, porque ajudam a nossa atividades de outras formas, organizando, fazendo reformas nas vias de escalada, ensinando, legislando, etc.

Os clubes tem regras de comportamento e de segurança, e não poderiam ser diferentes, para escalar com eles é preciso seguir essas regras, mas fora deles podemos fazer o que quisermos.

Eu, por exemplo, conheço quase todas as formas de segurança, mas uso poucas: não gosto de usar capacete; não uso solteira; não uso cordeletes nos rapéis…

Para muitos escaladores de clube a minha prática é condenável, porém, o importante é você saber o que está fazendo, o excesso de segurança atrapalha mais que ajuda quando se quer escalar rápido, e é o que gosto de fazer.

O problema maior são os que escalam de forma insegura por falta de conhecimento, isso sim é perigoso.

Qualquer um pode morrer escalando: nos EUA e Canada, aproximadamente 30% dos acidentes fatais são cometidos por inexperientes, outros 30% são cometidos pelos muito experientes e os 40% restantes ficam nessa faixa intermediária.

Ou seja, quando o nosso dia chegar poderemos morrer escalando com ou sem segurança.

Os clubes são muito importantes, mas precisam passar por modernizações porque continuam seguindo um modelo de gestão arcaica.

Você já escreveu um livro sobre a história do montanhismo. Há outro livro sobre o mesmo assunto que deseja escrever?

Foi muito divertido escrever o livro “Montanhismo Brasileiro: Paixão e Aventura”, gostaria de escrever outros, mas tudo no país conspira contra.

Lançamento do livro

Lançamento do livro

Em 2005 paguei R$ 10.000 do meu bolso para publicar esse livro e praticamente não tive retorno financeiro.

Mas eu sabia disso e valeu a pena, essa publicação foi um projeto pessoal na tentativa de pagar uma dívida ao montanhismo/escalada por quase tudo que ele me deu.

É sério! Muito do que sou hoje em dia devo ao montanhismo, que me ensinou muitas coisas, como: viver melhor, a importância de estudar e ficar longe das drogas autodestrutivas.

Aprendi de tudo com pessoas fantásticas.

Se não escalasse, talvez eu teria ido morrer na guerrilha esquerdista da Nicarágua, em 1981. Fui recrutado aos 17 anos quando participava do movimento estudantil.

Mas que idiotice… “Lutar e morrer pelos pobres porra nenhuma, eu vou é escalar!” – Disse eu na época.

Logo aprendi a baboseira que é essa luta de esquerda x direita, e a escalada tirou isso da minha cabeça.

Tenho um projeto de escrever um livro sobre montanhas, englobando aspectos geológicos, geomorfológicos, ambientais e culturais, incluindo aí um pouco de montanhismo.

Este projeto é muito caro e está em curso, mas um dia eu finalizo.

Fazem 10 anos que o “Montanhismo Brasileiro: Paixão e Aventura” foi publicado, ele merece ser atualizado porque tem muitos atores importantes e novos que estão fazendo história.

São escaladores fantásticos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco que merecem destaque por tudo que vem fazendo, e com ótimas histórias. Isso ainda vai acontecer e vou disponibiliza-lo gratuitamente na internet.

As competições de escalada estão voltando a acontecer após uma pausa. Qual a sua opinião a respeito de competições de escalada?

Acho importantes todos os segmentos da escalada. Eu competi por diversão, entre 1989 e 1996.

Fiquei em segundo lugar no Rock Master do Frey (Argentina), em 1994, mas fui roubado…

Abrindo um psicobloc no Hawaii, em 2011

Abrindo um psicobloc no Hawaii, em 2011

Aliás, isso aconteceu com outros brasileiros em outras ocasiões. Ai ai ai, nossos hermanos… Mas isso não tirou minha simpatia pelos argentinos.

As competições de hoje são diferentes, são mais profissionais, é preciso ser atleta mesmo! Acho importante porque elas podem ajudar essa galera a subir o nível máximo de dificuldade das vias em rocha, em função do treinamento intenso.

Em relação aos ganhos com patrocínio e prêmios, eles ajudam muito pouco. Aliás, tem alguns escaladores no Brasil puxando os limites para cima, mas que não competem. Ou seja, as competições podem ajudar, mas não são essenciais para o desenvolvimento.

A natureza da escalada não é competitiva, considerando o ponto de vista dos esportes tradicionais. Somos uma classe diferente, somos escaladores, não somos esportistas.

Não praticamos um esporte, praticamos uma atividade esportiva, o que é muito diferente.

Aliás, nós vivemos a escalada! Quem pratica esporte são os jogadores de futebol, de vôlei, de tênis… Estamos num nível superior a isso, nos temos filosofia de vida.

Enfim, as competições não atrapalham, por isso deixem elas acontecerem, tem meu apoio.

Você hoje tem filhos com idade suficiente para iniciar na escalada. Você acredita que os lugares de escalada do Brasil estão preparados para que toda família vá junto praticar?

Em se tratando da escalada familiar no Brasil, estamos apenas começando e isso também faz parte da evolução da escalada.

Abrindo o Céu É O Limite, 850 m 7 VIIb,  em 2002. Teresópolis

Abrindo o Céu É O Limite, 850 m 7 VIIb, em 2002. Teresópolis

Hoje temos famílias de escaladores compostas de avós, pais e filhos praticando juntos, e que precisam de espaço.

Aliás, a escalada familiar pode levar a nossa atividade a um outro patamar, a um nível muito superior.

Quem já escalou na França ou Suíça tem ideia do que estou falando.

As áreas de escalada familiar precisam ter acesso tranquilo, ter muitas vias bem protegidas, sendo a maioria fácil.

Temos muitas áreas perfeitas para desenvolver a escalada familiar no Brasil, inclusive em pontos já tradicionais. Falta apenas os grupos locais se organizarem para fazer isso acontecer, o que é relativamente fácil.

Pode chegar a um ponto que as próprias prefeituras podem se interessar, porque começarão a ver a escalada como uma atividade séria, educativa e socializadora.

Em Igatu, na Bahia, já existe uma experiência de sucesso que se assemelha a isso. A CBME e as federações precisam estar atenta a isso, entretanto, os grupos locais precisam colocar isso em prática!

Como pai de dois meninos de 12 e 14 anos, vejo a importância disso, mas antes eu não enxergava essa necessidade. E quer melhor instrutor de escalada que os próprios pais?

Ou melhor ainda, os avós? Isso seria fantástico!

No seu Facebook sempre há fotos suas viajando a lugares interessantes. Qual a sua opinião a respeito de pessoas que evitam viajar para praticar o montanhismo e escalada?

Acredito que todo escalador quer viajar, o freio é o medo ou receio.

Geralmente as pessoas que não viajam são limitadas culturalmente e tem menos a acrescentar no convívio com os colegas.

Escalando o Mont Blanc em 1996

Escalando o Mont Blanc em 1996

Os livros podem te dar as culturas vivenciadas pelos outros (autores), mas você precisar ter as suas próprias experiências.

A maior barreira para as viagens internacionais é o idioma, depois vem a dificuldade para achar parceiros para viajar junto, pouco dinheiro e a falta de tempo.

No meu caso específico, se eu fosse depender de tudo isso, não teria viajado nem 10% do que viajei. É por isso que a escalada é uma atividade muito especial e com pessoas especiais. Para viajar sozinho, basta escalar razoavelmente bem e ser independente.

Se a pessoa falar um pouco de inglês pode ir a qualquer pico popular de escalada esportiva no mundo, porque certamente vai arrumar parceria.

Obviamente que ser simpático e ter uma boa garrafa de uísque debaixo do braço para dividir, pode ajudar muito, eu garanto! Hahaha… Pelo menos sempre funcionou comigo.

Viajo muito sozinho e nunca faltou companhia, ao contrário, em certos lugares conseguia parceiros até demais. Mas não espere ir sozinho para a base de uma montanha lá no meio do nada e encontrar parceiros.

Enfim, é preciso se acostumar a viajar sozinho e ser independente, as portas se abrem e o ganho cultural é enorme.

É muito melhor que viajar com parceiros definidos da sua própria cidade ou país. Para as mulheres a situação é mais difícil por causa do assédio, mas basta procurar os lugares certos.

Conheço várias escaladoras brasileiras que viajaram sozinhas para escalar em outros países e tiverem ótimas experiências, obviamente elas não foram para os países árabes ou muçulmanos.

Na sua opinião quais seriam os fatores que poderiam fazer com que a escalada e montanhismo tornar-se mais popular?

A escalada brasileira pode se tornar mais popular na medida em que for mais aceita e desmistificada na sociedade.

Esquiando em Tahoe, California, em 2012

Esquiando em Tahoe, California, em 2012

Essa baboseira de que é preciso de mais marketing e “quanto mais aparecer nas revistas, jornais e televisões, é melhor”, eu discordo.

Geralmente as mídias são sensacionalistas e buscam, na maioria das vezes, os casos excepcionais. Não precisamos disso, precisamos é mostrar a realidade da escalada, do prazer que temos e do estilo de vida que vivemos.

Voltando à escalada familiar, se implantarmos isso em vários lugares já conhecidos, poderá ajudar muito. Outro ponto que precisa ser trabalhado é a fixação dos escaladores novatos.

Geralmente as pessoas fazem cursos com instrutores particulares, pagam caro, terminam o programa mínimo e… Mas vai escalar com quem? Sem parceria essas pessoas desanimam e param.

Estimando grosseiramente, acredito que cerca de 80% dos iniciantes param de escalar por falta de parceiros logo no primeiro ano.

Por isso os clubes tem papel importante, mas são poucos e atendem um número muito pequeno de interessados.

Outro problema a ser considerado é que faltam vias fáceis, boas e bem protegidas. Existem poucas.

Ainda há um tabu entre os conquistadores abrirem uma maior quantidade de vias mais fáceis. Qual a sua opinião a respeito disso?

Acho que muitos escaladores de vias esportivas abrem as vias no nível que eles escalam ou gostariam de escalar.

Esquiando em Idaho, EUA, em 2009

Esquiando em Idaho, EUA, em 2009

Material custa caro e não da para ficar abrindo via para todos. Porém, uma pequena parte dos escaladores que abrem vias, buscam mais número do que beleza.

Outro dia vi uma frase de protesto numa camiseta, que dizia… ”I climb rock, not numbers!” – Ou seja, isso pode ser também um problema de ego.

Por escalar num grau elevado, a pessoa pode achar que vai ser ridicularizada se abrir vias fáceis!

Dá muito mais prazer abrir uma via clássica, onde muitas pessoas escalam e saem felizes, do que uma via extrema onde poucos sobem, ou que nunca será feita. Poderá virar “o projeto eterno”.

Via clássica independe do grau, geralmente quer dizer que a via se tornou muito escalada em função da beleza.

Já abri vias de VIII e IX graus no Rio de Janeiro e em Minas Gerais que se tornaram clássicas, mas eu não estava em busca de grau, isso aconteceu naturalmente.

Se os escaladores que escalam vias de X e XI graus abrirem também vias bonitas e “fáceis”, eles passarão a ser muito mais admirados pela a comunidade, porque poderão compartilhar com mais pessoas do seu bom gosto.

Agora, se esse mesmo escalador de “XI” abrir somente porcarias, procurando apenas dificuldade, ele vai cair no esquecimento em pouco tempo, e isso já aconteceu com muitos aqui no Brasil. Muitos desses desapareceram, tentaram fazer nome abrindo “a via mais difícil do Brasil”, mas… No Rio de Janeiro é grande o número de vias abandonadas em função da dificuldade elevada, da proteção ruim ou por serem vias forçadas.

Por isso é preciso pensar bem antes de abrir uma via nova ou um setor novo, pode ser muito trabalho e dinheiro jogado fora.

O abridor de vias esportivas ou o conquistador de vias em grandes paredes precisam primeiro pensar na beleza da linha, a dificuldade vem naturalmente.

Na sua opinião, os praticantes de escalada contribuem para fortalecer o esporte? Por que?

Eu entendo que a grande maioria dos praticantes de escalada contribui para fortalecer o esporte, de uma forma ou de outra.

Talvez 0,1% desses contribui para destruir, como é o caso dos idiotas sem educação que passam por cima de regras básicas de convivência, deixando lixo, gritando nas escaladas, invadindo áreas privadas, levando equipamento de som para as bases das escaladas, fumando maconha perto de quem não gosta, etc.

Escalando na Sierra Nevada, Califórnia, em 2014

Escalando na Sierra Nevada, Califórnia, em 2014

Em relação à contribuição, o simples fato da pessoa subir ou frequentar vias recém abertas, já está ajudando, porque quanto mais as vias são escaladas, melhores elas tendem a ficar, as proteções não oxidam com facilidade, a linha fica limpa e deixa a pessoa que abriu feliz e com vontade de abrir outras.

Obviamente tem a parte do consumo, quanto mais compramos material de escalada, mais a indústria se desenvolve, mais lojas são abertas, geram empregos para escaladores e mais retorno volta para a escalada, em forma de patrocínio, auxílio a eventos, verbas para melhorias ambientais e das próprias vias de escalada.

Enfim, é um círculo que se fecha.

De forma geral, a escalada nacional está se desenvolvendo muito bem, com alguns problemas pontuais aqui e ali, mas que são contornáveis se os escaladores trabalharem em comunidade.

Por incrível que pareça, na escalada brasileira tem mais especialistas em meio ambiente do que na maioria das instituições oficiais.

Tem mais mestres e doutores ambientalistas na escalada que no próprio ICMbio!

Você sabe a forca que nós temos? Mas isolados não somos ninguém, daí a importância dos clubes, associações, federações e confederação.

Escalando em Tuolumne, Califórnia, em 2014

Escalando em Tuolumne, Califórnia, em 2014

Se um gestor biólogo e idiota fechar uma área para os escaladores porque acha que está protegendo o ambiente, temos muito mais biólogos capacitados e mais inteligentes que podem provar o contrário!

Melhor ainda, temos grandes especialistas ambientais como engenheiros florestais, agrônomos, geógrafos e geólogos que podem dar grandes contribuições.

E ainda temos advogados, arquitetos, economistas e administradores especializados em ambiente que podem ajudar a contornar esses problemas.

Massa crítica nós temos.

Mas não pára por aí, o universo da escalada é uma sociedade completa, temos delegados de polícia, policiais, oficiais militares, grandes e pequenos empresários…

Temos de tudo! Temos uma força potencial enorme, mas que precisa ser organizada.

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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