Entrevista com Ana Marisa Correia

Pouco conhecida do público brasileiro, a escaladora portuguesa Ana Marisa Correia é das mais dedicadas escaladoras de seu país.

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Ana Marisa não cansa de se dedicar a todos os estilos possíveis de escalada, e procura realizar todos com dedicação e qualidade.

Com presença constante e maciça nas redes sociais, Correia sempre tem uma foto sua circulando pela internet.

Para saber um pouco mais sobre esta forte escaladora, e obter informações dos lugares de escalada que frequenta, a Revista Blog de Escalada procurou Ana Marisa Correia para uma conversa descontraída.

Ana Marisa, você tem se dedicado a treinar forte na escalada esportiva. Você possui algum projeto pessoal a médio prazo? Qual é?

 O treino já faz parte do meu dia-a-dia, não tenho nenhum projecto concreto a não ser manter-me em forma e desfrutar da escalada.

Treino e escalo porque é isso que me faz realmente feliz e concretizada.

Das modalidades de escalada, quais as suas preferidas? porque?

Sem dúvida que a escalada desportiva e o bloco, são as minhas modalidades preferidas e no verão o psicobloc.

A escalada desportiva pela estratégia mental que envolve, a movimentação do corpo e pelo prazer que da encadear uma via.

O bloco pela força explosiva e intensidade nos movimentos num curto espaço de tempo e o psicobloc pela adrenalina e diversão!

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Na América do Sul há vários lugares de escalada como Serra Do Cipó no Brasil, Piedra Parada na Argentina, entre outros, você tem planos de visitar algum deles?

Foto: Teresa Sousa

Foto: Teresa Sousa

Planos não tenho para já, mas gostava muito, a escalada no Brasil está em grande expansão e é um país que quero sem dúvida conhecer em breve!

No Brasil as competições de escalada estão voltando a acontecer. Qual é a sua opinião a respeito de competições de escalada?

Em Portugal já houve mais competições do que há agora, especialmente pelo investimento e logística que são necessários para realizar uma boa prova.

Durante cerca de 10 anos, desde 1998, participei em muitas competições Nacionais e Internacionais e acho que são sem dúvida uma fonte de motivação, que nos leva a querer treinar sempre mais para evoluir e conseguir estar nos lugares de topo.

Agora só participo em provas que me motivem a fazer um treino planificado, para lutar por esses lugares.

O número de mulheres escalando no Brasil cresceu muito nos últimos anos. Em Portugal está acontecendo a mesma coisa? Por que?

Sim, sem dúvida.

Quando comecei a escalar há 16 anos havia muito poucas mulheres a escalar, agora já começa a haver bastantes.

O facto de terem começado a existir cada vez mais escolas e clubes com muros de treino, fez com que cada vez mais cedo as camadas jovens começassem a conhecer a modalidade e a desmitificar a ideia de que a escalada era um desporto masculino.

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Muitos atletas sempre estão correndo atrás de patrocínios. Porque você acha que as empresas são tão resistentes em investir em escalada?

A escalada ainda não é um desporto muito mediático, tem vindo a crescer mundialmente nos

últimos anos, mas as pessoas ainda veem a escalada como um desporto “radical” não lhe dando a credibilidade e visibilidade que outros desportos já conquistaram.

Quem investe num atleta quer ter retorno, é necessário dar e receber.

Esforço-me por promover e retribuir em publicidade o investimento que as marcas que me patrocinam fazem em mim, por forma a que seja compensador para ambas as partes, tendo sempre como objectivo central a promoção através da escalada.

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Foto: José Carlos Sousa

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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