Entenda porque o Ama Dablam é considerada a mais bela ascensão em rocha alpina do mundo

O Ama Dablam (que significa “colar de minha mãe”) é o terceiro mais popular pico do Himalaia para expedições, e é considerado das montanhas mais impressionantes do mundo.

A montanha possui graduação alpina em  VI 5.9 60 graus 1.500m (graduação de Yosemite), e possui terreno misto.

Este detalhe de possuir terreno misto faz com que a subida seja das mais espetaculares do mundo, pois possui rocha, gelo e neve.

A qualidade estética da escalada em combinação com as encostas expostas, além de acampamentos pitorescos, tornam uma experiência de escalada quase que incomparável em termos de rocha de alta montanha.

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Ama Dablam possui longas cristas de cada lado que se estendem como os braços de uma mãe (Ama) que protegem seus filhos, e no centro da face da montanha há um Serac que parece com um Dablam (um pingente duplo tradicional contendo imagens dos deuses usado pelas mulheres Sherpas).

Por vários dias o Ama Dablam domina o céu do lado leste para qualquer um que faça o trekking até o campo base do Monte Everest.

A ascensão ao cume feito pelo lado sudoeste do Ama Dablam é, sem dúvida nenhuma, a  via dos sonhos de todos os alpinistas técnicos, pois possui faces de gelo íngreme, rochas limpas e um cenário espetacular do Himalaia.

Estando no cume do Ama Dablam, alguns dos picos mais altos do mundo são visíveis em um panorama espetacular, tais como: Kanchenjunga, Cho Oyu, Lhotse, Makalu e o grupo do Everest.

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

O Ama Dablam é a montanha mais reconhecida na região do Solu Khumbu e é certamente um dos cumes mais cobiçados para os escaladores himalaios devido a escalada ser uma arte de alto nível.

O “acampamento 1” está localizado à 5.807 m , em uma parte técnica que começa após o C1 quando se escalada em travessia por uma área conhecida como a “Torre Amarela” que leva ao “acampamento 2″(5.939 m de altitude).

O “acampamento 3” fica à 6.277 m de altitude, e para chegar lá o alpinista já passou por uma soberba escalada alpina com ravinas de gelo azul, rochas impressionantes, paredes de gelo com estalactites e ao chegar ao cume cornijas fragmentadas.

Todos os campos base após “campo 1” nesta rota estão em inclinação acima de 50 graus, incluindo rocha e gelo,e é exatamente por isso esta montanha exige experiência técnica em altitude.

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Histórico

Ama Dablam foi escalada pela primeira vez em 13 de março, 1961 por Mike Gill (NZ), Barry Bishop (EUA), Mike Ward (Reino Unido) e Wally Romanes (Nova Zelândia) através da crista sudoeste.

Todos os integrantes faziam parte da Expedição Científica de 1960-61 liderada por Sir Edmund Hillary.

Ama Dablam é o terceiro pico do Himalaia mais popular para expedições no Nepal.

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Custos para escalar

Os montanhistas normalmente configuram três acampamentos ao longo do cume com o “acampamento 3” logo abaixo, e à direita, do Serac suspenso, o chamado Dablam.

Uma autorização de escalada (climbing permit) e um oficial de ligação (liaison officer) são necessários para tentar escalar o Ama Dablam.

Tal como acontece com o Monte Everest, os melhores meses de escalada são entre os meses de abril-maio (antes da monções) e setembro-outubro.

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Essa montanha é cara para escalar através de agências comerciais (podendo custar até US$ 13.500), mas como escalador independente pode custar muito menos.

Como escalador independente custa menos de US$ 3.000 com tudo incluso.

Por isso que vale a pena fazê-la independentemente.

Acampado em Mingbo com os Íaquis pode-se comprar um jantar por US$6.00 no alojamento Ama Dablam.

O acampamento custa U$3.00/noite.

Da chegada à Mingbo até a saída tomam-se em média 10 dias (Mingbo-cúme-Mingbo).

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

Foto: Arquivo Pessoal Cleo Weidlich

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