Segurança do(a) escalador(a) em vias de teto: Ciência explica como é o procedimento

Você saber dar segurança a um(a) escalador(a) em uma via de teto?

Em um vídeo publicado pelo canal “Day in Nature”, um dos canais sobre escalada mais popular do Youtube, uma série de vídeos sobre o medo de cair na escalada. Com o título de “fear of falling”, os administradores do canal procuram desmistificar os conceitos sobre quedas no esporte.

Mas como poucas pessoas dominam o idioma inglês, decidi fazer uma breve explicação do que é mostrado, para que o público entenda. Na minha opinião é uma das melhores explicações sobre dinamizar quedas na escalada que já vi. A técnica de dinamizar as quedas na escalada evitam, por exemplo, que o escalador bata conta a parede vertical da via.

No início, os personagens do vídeo fazem uma explicação teórica sobre uma queda em uma via com negatividade acentuada (como um teto). Ambos os protagonistas explicam que existe uma diferença cavalar entre dinamizar a queda e deixar uma “barriga” na corda ao prover segurança.

O cálculo, entretanto, não é simples, pois envolve dois conceitos de física: queda livre e após isso, pêndulo. O exemplo, assim como os cálculos é feito a partir da queda a 1, 2 e 3 metros da proteção. Após isso os protagonistas explicam que a dinamicidade da corda, influi mais ainda na velocidade do pêndulo, pois esta absorve parte do impacto da queda.

Na explicação o escalador faz um pêndulo contra a parede. Por isso é importante que o escalador caia desde uma “distância X” da última proteção, faça um pêndulo com ma velocidade Y, a qual depende da quantidade de corda dada pelo segurador. A quantidade de corda dada pelo segurador é a tão falada dinamização de queda na escalada.

No exemplo dado no vídeo, o escalador está a dois metros da proteção em um teto de 45°, tomada arbitrariamente. O segurador libera 2 metros de corda para cada 4 metros. Todo o exemplo é feito em uma ponte, além de gráficos que marcam a velocidade da escaladora projetada no pêndulo.

No vídeo, é possível verificar uma excepcional demonstração do pensamento científico (desde a hipótese até a prática), parar ao público leigo incríveis respostas do que deve ser feito na prática, no caso de dar segurança a alguém.

Conclusão: em vias com negatividade acentuada, o ideal ao escalador dinamizar a queda o máximo que possa. Obviamente que deve-se evitar que o escalador chegue ao chão. Existe uma grande diferença entre dinamizar a queda na escalada e não saber dar segurança corretamente. Por isso é muito importante o segurador ter bom senso.

Este, entretanto, não é o primeiro vídeo sobre dinamização de quedas na escalada. O canal mencionado no início do artigo, também já produziu um, não tão específico, mas de igual qualidade. Veja o vídeo aqui.

Tradução autorizada de: http://rocanbolt.com

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Gonzo Rocanbolt é chileno, médico, escalador e indiscutivelmente uns dos mais completos autores de artigos sobre treinamento de escaladores existentes no mundo. Respeitado em todo o mundo é o organizador do Simpósio de Medicina de Montanha no Chile e palestrante de eventos de escalada no Chile, Argentina e Espanha

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