Dieta paleo ou paleolítica: O que é (e o que não é) esta nova moda

O segredo de todo atleta, não importa a modalidade, passa por sua alimentação. Por isso os nutricionistas têm papel fundamental na preparação de atletas de alto rendimento quando elaboram as metas e objetivos para a temporada. Aquele que acredita que irá tornar-se um atleta de alto rendimento comendo de qualquer maneira, comendo produtos processados como miojo, lámen, cup nudles, ou similares, irá fatalmente fracassar em seus objetivos.

Uma destas dietas que está ficando na moda é a dieta paleo (também conhecida como dieta paleolítica). Vários praticantes de vários esportes abraçaram a dieta como uma alternativa para sua preparação. Mas você sabe o que é a dieta paleo? Se não sabe, o objetivo deste artigo é exatamente este, esclarecer para quem não conhece e tentar, caso seja possível, evidenciar os prós e contras sobre a dieta.

Antes de entrar mais profundamente no assunto aproveito para deixar explicitar algo: se você costuma aplicar em sua alimentação qualquer dieta sem consultar um profissional de nutrição, está colocando sua saúde em risco. Um artigo, como este, serve apenas que tenha ciência da existência de um tipo de dieta.

Para aplicar qualquer tipo de regime alimentar, é fundamental que consulte um nutricionista. Basear-se em conhecimentos empíricos e ignorar a importância de um nutricionista, você coloca a sua saúde (além do rendimento como atleta) em risco.

Paleolítico

O Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, é período da pré-história que começou há cerca de 2,5 milhões de anos. À época os antepassados do ser humano contemporâneo começaram a produzir os primeiros artefatos em pedra lascada. Este período durou até cerca de 10.000 a.C., até a Revolução Neolítica, quando a agricultura passou a ser cultivada, tornando o ser humano não mais dependente apenas da coleta e da caça.

Neste período os humanos eram essencialmente nômades caçadores-coletores, tendo que se deslocar constantemente em busca de alimentos. Desenvolveram os primeiros instrumentos de caça feitos em madeira, osso ou pedra lascada.

Dieta paleo

A dieta paleo é baseada nos princípios de alimentação que seguiam os nossos ancestrais humanos. À época, como descrito acima, sobreviviam somente com o que caçavam, coletavam na natureza e não utilizavam a agricultura e pecuária.

A partir disso, a dieta paleo consiste basicamente de excluir:

  • Produtos lácteos – Porque não havia ordenha na idade da pedra lascada
  • Legumes – Porque não havia agricultura na idade da pedra lascada
  • Grãos – Porque não havia agricultura na idade da pedra lascada
  • Açúcares refinados – Porque não havia agricultura na idade da pedra lascada

Basicamente a dieta paleo concentra-se no consumo de vegetais, carnes, ovos, peixe, fruta (incluindo as frutas secas), sementes e muita água. Apesar de parecer uma inconsistência, na dieta paleo é liberado o consumo de álcool (mas em dosas muito moderadas). Como determinação básica, nesta dieta todos os alimentos devem estar o mais fresco possível e quanto menos “vestígios industriais” melhor. Por esta restrição a produtos industrializados, embutidos, pratos prontos, frios, etc, são evitados.

Basicamente dieta paleo diminui o peso da pessoa que a adota por causa da redução do consumo de carboidratos (arroz, massas e pães). Pelos carboidratos serem digeridos rapidamente, são aumentados os níveis de glicose no sangue. Assim a glicose é metabolizada e transformada em gordura, que é acumulada no tecido adiposo. Em outras palavras: engorda.

Essa dieta elimina completamente o consumo de alimentos industrializados, com glúten ou lactose, porque o consumo destes alimentos está associado ao ganho de peso.

Prós e contras

Como toda dieta, existem prós e contras a respeito de sua implementação. Por este aspecto é muito importante o auxílio de um nutricionista para uma correta orientação de quantidades.

  • Prós
    • Exclui alimentos processados – Eliminando farinhas, açúcares, sorvetes, adoçantes, refrigerantes, etc, contribui para uma melhor alimentação. Desta maneira é uma mudança positiva para quem deseja alimentar-se melhor e aumenta os níveis de energia no organismo.
    • Quantidade de proteína – Não há carência de micronutrientes por ser parte fundamental da dieta.
    • Muita fibra – Ao incluir uma grande variedade de vegetais, frutas, frutas secas e sementes, é consumido assim muitas fibras, vitaminas e minerais. Com isso evita-se o inchaço e constipação.
  • Contras
    • Indústria alimentícia – A proteína animal que consumimos hoje (com animais em cativeiro e em escala industrial) são diferentes que na idade da pedra lascada. À época os animais eram selvagens e não se alimentavam de rações, além de estarem sempre livres. Por isso, caso a pessoa não se informe corretamente, pode ser que esteja consumindo uma carne sem muita qualidade nutricional.
    • Falta de fibra – Eliminar completamente alimentos como lentilhas, grão-de-bico, arroz integral, aveia, amaranto, quinoa, etc, os quais são ricos em proteína vegetal, alcalinizantes, minerais (ferro, fósforo, potássio e vitaminas B) e substituí-los por proteína animal não é bom negócio. Isso porque a proteína animal nem sempre são de melhor qualidade que as proteínas vegetais.
    • Desequilibro – Por ser uma dieta sem muito embasamento científico nutricional, tende a ser encarada muito mais como uma filosofia de vida e menos como uma dieta sólida. Isso porque há quem tenha uma dieta vegetariana (ou mesmo vegana), a qual é rica em legumes, grãos integrais e seguem saudáveis. A questão em qualquer dieta é o equilíbrio.

Argentina de nascimento e brasileira de coração, é apaixonada pela Patagônia e Serra da Mantiqueira.
Entusiasta de escalada, trekking e camping.
Tem como formação e profissão designer de produto e desenvolve produtos para esportes de natureza.

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