Descoberta de nova fibra pode fazer com que kevlar torne-se obsoleto

Kevlar é a marca registrada da DuPont para a fibra sintética de aramida. Esta fibra é muito resistente e leve, sendo usado na fabricação de cintos de segurança, cordas, construções aeronáuticas, velas, coletes à prova de bala, linhas de pesca, alguns modelos de raquetes de tênis, na composição de alguns pneus e até celulares. Ou seja, é uma fibra ultra resistente que tem amplo uso na indústria. Mas cientistas desenvolveram uma fibra que pode fazer com que Dyneema e Kevlar possam encontrar uma forte concorrência.

As nanociências e a nanotecnologia deram origem às nanofibras. As nanofibras são compostas de polímeros e utilizadas no processo de nanotecnologia (controle e entendimento da matéria em escala molecular) e apresentam propriedades especiais que as tornam muito atraentes para numerosas aplicações, como revestimentos que existem resistência.

Por ser altamente resistente, é largamente usada na fabricação de equipamentos outdoor, sobretudo para cordeletes e cordas de escalada

Cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram novas nanofibras de polietileno que são fortes e resistentes, e que um dia poderão ser usadas em aplicações como armaduras corporais menos volumosas. Liderados pelo Prof. Gregory Rutledge, os pesquisadores criaram as fibras adaptando uma conhecida técnica existente como fiação em gel. Nesta técnica um gel de polímero é extrudado através de uma seringa aquecida e mecanicamente transformado em fios. Neste caso específico o gel foi fiado não por meios mecânicos, mas através de um campo elétrico.

As nanofibras de gel-eletrosporo resultantes têm apenas algumas centenas de nanômetros (bilionésimos de metro) de largura e, por razões que ainda não são totalmente compreendidas, elas exibem alta resistência e tenacidade – algo que não ocorre com frequência nos materiais. Em comparação com as fibras de carbono e cerâmica, esta nova nanofibra são semelhantes em resistência, mas são consideravelmente mais resistentes. Elas também são menos densas, o que significa que superam os materiais tradicionais em peso. Seu módulo (resistência ao alongamento) não é tão bom, mas deve ser relativamente fácil e barato de fabricar.

A nova fibra ainda não está disponível no mercado, mas pelo estudo divulgado pelo MIT, assim que desenvolver uma fabricação mais estável e menos custosa, pode tornar o Kevlar obsoleto.

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