Saiba como usar uma Daisy Chain Corretamente

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Muitos acidentes acontecem na escalada por total imperícia do escalador ao usar um equipamento.

A cada acidente reportado pela mídia não especializada no assunto a culpa é jogada no equipamento.

Raramente uma falha de equipamento acontece em acidentes de escalada, em geral é sempre o usuário que não sabe utilizar.

Já vi muitos escaladores comprarem uma “Daisy Chain”, porém usá-la como uma fita expressa normal.

Você sabe utilizar?

A Daisy Chain foram projetadas para a escalada artificial e somente para suportar o peso do corpo.

Quando escalamos em artificial corretamente, a corda está SEMPRE no sistema, e no caso de uma queda, a capacidade de absorção da corda é utilizada.

Se utilizamos a Daisy Chain como uma solteira estamos tirando a corda da equação e pondo em risco uma carga de choque que será recebida pela Daisy Chain,

Nunca se deve impactar com nossa carga.

As Daisy Chains são fitas e não possuem muita alongação, o que significa que NÃO ABSOVEM muita energia.

Isso aumenta a carga sobre a ancoragem e nós mesmos.

No pior dos cenários além do impacto, a Daisy Chain pode se romper, no melhor dos cenários um impacto duro sofreremos lesões na coluna ou quebrar algum osso.

As Daisy Chains possuem vários loops (anéis) costurados para serem ajustados e estão projetados somente para suportar nosso peso.

Não utilizar como parte de uma equalização enquanto estamos escalando.

Repetindo: NÃO está projetada para suportar quedas!!

Outro perigo REAL é utilizar a Daisy Chain é “clipada” de maneira a encurtar o tamanho..

Desta maneira, se cliparmos incorretamente pode ser MUITO perigoso, e é importante lembrar que quando fazemos isso devemos utilizar um segundo mosquetão (como está mostrada nas ilustrações).

Fonte: http://andesmarques.blogspot.com

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Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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