Custos milionários do montanhismo: Quanto custará escalar o Everest em 2018?

Já é de conhecimento geral que o Monte Everest (8.848 m) nem de longe é a montanha mais difícil de subir. Também é de conhecimento geral que em alguns casos (especialmente de apresentadores de TV e alpinistas sociais) são os sherpas que carregam muitos montanhistas até o topo. Basta procurar esta informação em qualquer fórum de mensagens sobe o assunto que nomes e datas são divulgados abertamente.

Uma realidade que o mercado publicitário, além de parte da mídia, ignora veementemente. Todos que querem obter alguma vantagem extra, gostam de destacar a montanha mais alta do mundo como “um desafio supremo”. Para estas pessoas, este tipo de exploração ficará mais cara em 2018.

O jornalista de maior prestígio no mundo quando o assunto é Monte Everest, o americano Alan Arnette sempre faz um compilado sobre a temporada de montanhismo no Nepal. Atualmente Arnette também divulga dados do Tibet (controlado pela China).

Seu compilado anual, que é uma espécie de análise de dados a partir dos números divulgados pelo ministério do turismo dos países que exploram o montanhismo no Himalaia, funciona como uma espécie de prognóstico para o próximo ano. A partir desta análise pode-se estimar quais são os valores que cada aspirante de chegar ao cume gastará no Monte Everest.

Quem é Alan Arnette

Para quem não conhece seu trabalho, Alan Arnette é um palestrante, montanhista e ativista no combate ao mal de Alzheimer (Doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes). O jornalista subiu ao cume do Everest em 2011 e K2 ( 8.611 m) em 2014.

Quando o assunto é reportar sobre o Everest o jornalista é a maior fonte de referência e informações de veículos. Alan Arnette é um dos mais respeitados cronistas do Everest existentes no mundo e por meio de seu site cobre os assunto a respeito de escalada no Himalaia.

Custos para 2018

De maneira resumida, no relatório feito pelo jornalista, o mínimo de custo para escalar o Everest será de US$ 30.000. Mas, segundo afirma, o gasto médio será de US$ 45.0000. O valor é superior ao estimado para o teto é de US$ 115.000. Os mimos, permits (licença para ir ao cume), experiência dos sherpas, logística, tanques de oxigênio e transporte são os fatores que mais encarecem o custo da expedição. Quanto mais roots for o esquema de subida, mais barato fica o preço. Em contrapartida, para os montanhistas mais nutella, os preços sobem e ficam no valor máximo.

Alan Arnette também afirma que as escaladas que saem pelo lado chinês, (face norte do Everest) também tiveram aumento considerável. O aumento por parte do lado tibetano pode ser creditado à grande procura por quem desejava incrementar o curriculum escalando a parte norte do Everest. No ano de 2017 houve uma explosão nas estatísticas de pessoas que subiram por este lado. O motivo creditado nesta explosão é que montanhistas chineses e tibetanos instalaram escadas para facilitar o acesso de quem procurava o título de escalar a face norte do Everest.

No mesmo artigo publicado em seu site, o jornalista faz uma análise a respeito dos números do Everest, que inclui os dois lados (Tibetano e Nepalês). Ao todo foram 648 cumes (237 do Tibet e 411 do Nepal) e 6 mortes no ano de 2017. Dentre este montante de pessoas que faleceram, metade não usava oxigênio suplementar. O que chamou a atenção foi, além do tempo instável, foi o número de pessoas que tentaram subir sem suplemento de oxigênio: 19 (somente 11 tiveram sucesso).

Para onde vai o dinheiro?

O dinheiro gasto por todos estes montanhistas têm quatro destinos certos: custos de viagem, permits e seguros, equipamentos e guias.

  • Custos de viagem: US$ 2.450 a US$ 8.350. Os valores oscilam por conta da classe da passagem de avião e do excesso de bagagem.
  • Campo Base do Everest: US$ 1.240 a US$ 1.800. Os valores são os custos dos porteadores (como iaques e sherpas) para carregarem os pertences dos montanhistas até o local.
  • Permits e seguros: US$ 9.950 a US$ 29.500. Somente o permit (licença para escalar) é estipulado em US$ 11.000. O restante fica por conta de seguradoras (variam de US$ 70,00 a US$ 3.000) e agências nepalesas que funcionam como uma espécie de despachante.
  • Equipamentos e suprimentos: US$ 800,00 a US$ 29.450
  • Guias e logística: US$ 30.000 a US$ 85.000

O artigo pode ser lido na íntegra: http://www.alanarnette.com

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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