Conheça as 7 realidades que cercam um acidente de montanha

Nenhum ambiente é 100% seguro, mesmo na cidade, oceano ou montanha.

Há, claro, a possibilidade de minimizar os riscos de acidente estando preparado para todo o tipo de situação que ocorrer

Porém poucos, ou mesmo nenhum, praticante de esporte de montanha é onisciente todos os minutos do dia a respeito de todos os aspectos que o cerca.

Por isso é necessário ter em mente quais são as principais atitudes a tomar quando há um acidente de montanha

1 – Todos tem uma parcela de culpa

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Ninguém é inocente, e qualquer pessoa tem sua parcela de omissão em algum grau.

Portanto todos , tanto o que sobrevive quanto o que se acidenta, incluindo os que estão presentes e até mesmo os que não estão , possuem sua parcela de culpa.

Mesmo o equipamento utilizado pode estar mal fabricado, ou não cumprir as normas mínimas de qualidade.

A administração do lugar pode ter atuado de forma negligente sem inspecionar ou auditar os funcionários.

Enfim, todos os envolvidos no processo possuem sua parcela de culpa.

2 – Nunca confie na sorte

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Por mais que tenha escutado das pessoas que possua mais sorte que as demais à sua volta, não conte com ela para nenhuma situação na montanha.

Assim como todo jogo de azar, na montanha todo risco está implícito.

Confiar na sorte não põe somente nossa vida em risco, mas as dos demais também.

Mesmo que se escape de um acidente por “sorte”, uma eventual morte ou lesão de um companheiro cairá sobre você grande parte da responsabilidade.

3 – Na montanha risco zero não existe

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Por mais que haja propagandas que fale o contrário, a montanha é um ambiente intrinsecamente perigoso.

Não há momento em que o perigo não exista, as vezes claramente outras nem tanto.

Por isso no momento que nos defrontamos com eles existe o risco.

Sempre que realizamos uma atividade no meio natural, há um risco, mesmo que não estejamos conscientes disso.

4 – Na montanha um erro pode ser o seu último

Uma das coisas que sempre é necessário lembrar é que não existe segundas chances.

Diferentemente da escolas, que possuem exames de recuperação, na montanha aquele que falha, se sobreviver, tem de analisar o que passou de errado para não voltar a realizar o mesmo erro.

Aquele que tem um incidente, e por algum motivo sobreviver e achar graça disso, corre sério risco de acidentar-se gravemente pelo mesmo motivo.

Assim como na vida, a necessidade de aprender com os próprios erros é fundamental na montanha.

5 – Sempre aprenda e treine, nunca improvise

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Durante o período de treinamento é necessário adaptar a situação e a realidade dentro do conhecimento técnico.

Nunca deve-se acostumar a realizar adequações técnicas, ou seja, improvisar alguma técnica ou procedimento.

Há, entretanto, conhecimento técnico para modificar o plano inicial com algum outro procedimento, mas nunca confiar na sorte utilizando nenhum material ou procedimento que não é ideal para aquele fim.

6 – Quando a tensão é alta, o cérebro se bloqueia

Foto: http://www.bestcounselingdegrees.net/

Foto: http://www.bestcounselingdegrees.net/

Em momentos de grande tensão, o processamento de raciocínio e ideias é comprometido pelo cérebro do praticante.

Este tipo de comportamento pode ser visto quando alguém está escalando e não consegue acertar o lados esquerdo ou direito quando recebe uma dica de procedimento.

Por isso quanto mais conhecimento técnico tiver a pessoa, menor a probabilidade de por-se sob tensão em situações extremas.

Mesmo o atleta mais despreparado tecnicamente, em momentos de tensão em lugares de dificuldade a qual não está preparado tende a perder a capacidade de discernimento e raciocínio lógico.

7 – O excesso de informação causa desinformação

Na prática de esportes de montanha, muitas pessoas desejam externar todo o conhecimento adquirido com outras.

Porem no momento de dar uma informação, algumas costumam despejar grande volume de informação sobre outras.

Por este motivo ao receber este tipo de informação, com pouca objetividade e baixa quantidade de conteúdo relevante, acaba por confundir ao invés de informar.

Para ensinar sobre procedimentos, caminhos, perigos e até mesmo equipamentos, é necessário muito mais objetividade do que detalhamento.

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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