Comprometimento na escalada – O que faz você ir mais longe ou desistir.

Enquanto houver comprometimento, haverá sempre hesitação, e uma chance de desistir o que é sempre inevitável.

O comprometimento pode levá-lo a escaladas difíceis, ou pode derrubar você. O que permite alguns escaladores ter um esta atitude de comprometimento e outros não?

Comprometimento é algo que alguns escaladores têm e outros não. Entretanto estes escaladores que são capazes de se comprometer aplicam sua atenção de maneira diferente.

Existe um momento para se preparar e outro para agir.

O comprometimento vem contido no momento de quando você está em transição para o agir e de pensar para fazer.

Foto: Nick Fletcher

Foto: Nick Fletcher

Grandes coisas acontecem aqui, mas a qualidade do seu comprometimento vai depender em como você negocia esta transição.

À medida que escala perto do seu limite, você aumenta a sensação de queda. Em vias difíceis você irá se defrontar com a decisão: comprometer-se com a escalada, ou, se a consequente queda não for segura, recuar.

Praticar o comprometimento pela seleção e escolha segura, escalada bem protegidas, você irá ser desafiado. Executando movimentos com uma mente decidida e expectativa baseada em no seu esforço, irá aumentar sua chance de sucesso.

Comportamento de fuga: Maioria dos escaladores são desafiados quando entram em partes fáceis e crux. O comportamento de fuga é comum quando você entra em um crux – procura uma saída para a ansiedade e medo causado pela escalada muito desafiadora e a realidade que pode você cair.

Lembre-se que você está em uma escalada difícil para desafiar você mesmo, e não para sair dela fácil. Encare a dificuldade, não a evite.

Dinâmica da dificuldade

Ansiedade e medo sempre vão aparecer até você deliberadamente enfrentar e se comprometer. Abaixo de cada crux é o seu ponto de decisão.

Quando está posicionado embaixo de algum crux, sua atenção é focada em juntar informações e pesar as opinões.

Quando você entra em ação irá parar de pensar e focar sua atenção em agir sobre estas opiniões. Esta mudança deve ser abrupta e completa. Convença você mesmo que existem somente duas possibilidades – você irá escalar ou irá cair.

Então se comprometa! Encare a escalada.

Aceitando plenamente uma eventual queda, você reduz as instruções de seu pensamento e elimina a tendência uma reação de fuga.

Expectativas

O tipo de expectativa que você tem pode tanto fortalecer seu comprometimento ou enfraquecê-lo. Quando você escala em um crux você deve esperar que será desconfortável. Acima disto, mantenha suas expectativas no seu esforço, e não no que virá. Isto ajudará manter a sua atenção focada na qualidade de sua escalada.

O esforço de focar sua atenção permite você a aprender, porque você recebe um retorno de rendimento bastante útil sobre sua performance, ao invés de uma avaliação de sucesso/fracasso você fica focado no que rendeu.

Seu comprometimento fica alto porque recebe o que você quer – retorno de rendimento e aprendizado – em cada passo do seu caminho.

Foto: http://www.stuffmakesmehappy.com/

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Motivação

O tipo de motivação também irá impactar sobre o seu comprometimento. Em uma motivação baseada no medo – medo de cair, de falhar ou perder o controle – você entrará no crux com a atitude de fuga.

Você está focado assim em o que você NÃO quer que aconteça.

Portanto, cultive uma motivação positiva.

O que você gosta e se delicia sobre o desafio de escalar? O que virá pode ser incerto, mas você saberá que pode se comprometer. Coloque sua atenção no comprometimento e esforço despendido.

Use a sua técnica

Primeiro, identifique os pontos de transição – aqueles lugares abaixo do crux. Veja as conseqüências de uma eventual queda e as aceite. Terceiro, fique otimista na sua motivação olhando as possibilidades.

Seja decisivo

Se comprometa com o crux.

Ponha a sua atenção para assumir o risco e mantenha sua atenção focada em todos os esforços.

Se comprometa em cada ação da via – pare de pensar e põe pra jogo!

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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