Como prevenir e combater o chulé em calçados de montanha

Todas as pessias que treinam constantemente e praticam periodicamente seu esporte de natureza já teve de conviver com o mau cheiro oriundo do uso extensivo de calçados: o chulé.

Com o inverno os pés tendem a ficarem “confinados” dentro de tênis, sapatos, botas, galochas, sapatilhas de escalada etc.

Alguns calçados como a sapatilha de escalada  é usada em sua maioria sem meia, muito para aumentar a precisão do calçado.

Chulé é o nome popular dado à bromidrose (também denominado podobromidose) quando acontece nos pés e é causada por predominantemente dois motivos: suor excessivo na planta dos pés e/ou falta de higiene.

Qualquer pessoa, independente da idade ou do sexo, está suscetível a ter chulé.

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Prevenção básica

A pele dos pés precisa de atenção para se manter sempre limpa, hidratada e livre de microrganismos, como os fungos e bactérias, que se desenvolvem bem em ambientes onde existe pouca ou nenhuma luz, bastante umidade e matéria orgânica morta, como as células que descamam dos pés.

Estes microrganismos alteram as condições naturais da pele dos pés e provocam o odor desagradavel, popularmente conhecido como chulé .

Em dias mais frios e úmidos uma boa opção é usar um secador de cabelo para ajudar na secagem, antes de calças meias e sapatos.

Importante lembrar que buchas, escovas e esponjas usadas devem ser completamente enxaguadas e secas após o uso.

Estas mesmas buchas, escovas e esponjas e trocadas periodicamente. O período máximo destes equipamentos a serem trocados é de no máximo a cada 30 dias para assim evitar que também tornem-se focos de contaminação microbiana.

Cuidados Diários

A higiene dos pés é fundamental para evitar a proliferação dos fungos e bactérias.

Estes microrganismos encontram na umidade e temperatura resultante do confinamento aos sapatos as condições ideais para sua multiplicação.

O banho diário é a etapa mais importante para assegurar a limpeza, a remoção de células mortas e áreas endurecidas.

Durante o banho esfregue delicadamente o contorno de unhas, cutículas e entre os dedos, retirando as impurezas acumuladas.

Enxague abundantemente, para que o produto seja removido de forma eficaz.

Resíduos eventuais de produto de limpeza podem ressecar e irritar a delicada pele entre os dedos, favorecendo a contaminação fúngica.

Lembre-se de secar muito bem os pés, especialmente a área entre os dedos e ao redor das unhas para diminuir ao máximo a umidade que favorece a multiplicação dos fungos e bactérias.

Desodoridação dos pés

Permanecendo com os pés calçados e totalmente cobertos por muitas horas, deve ser adotado o uso de desodorantes específicos para esta parte do corpo. Os famosos “talquinhos”.

Um agente anti-microbiano de grande uso em formulações desodorantes para os pés é o Triclosan que é um potente germicida e que elimina bactérias presentes na região dos pés.

Após o banho deve-se pulverizar toda a extensão dos pés com um desodorante pédico antes de calçar as meias e sapatos.

É ideal borrifar o desodorante pédico também a parte interna do calçado e esperar a secagem completa para ser calçado.

Mantenha os calçados sempre limpos e secos, guardados em local bem ventilado e livre de umidade.

Hidratação e calosidades

A massagem diária dos pés proporciona bem-estar e estimula a circulação sanguínea, melhorando assim a oxigenação de tecidos cutâneos além re proporcionar um relaxamento.

A hidratação deve ser realizada com o auxílio de produtos que aliviam o cansaço dos pés.

Além de tonificar a estrutura dos pés, a massagem com produtos hidratantes garante a proteção da pele e aumenta a resistência dos pés contra os microrganismos (fungos e bactérias).

Aproveite o momento quando produto está sendo absorvido através da pele, para permitir o arejamento dos dedos.

Tratamento caseiro

chule-2No tratamento de chulé, uma metodologia simples é lavá-los com sal diariamente, e de maneira gradativa.

Este tipo de procedimento vai reduzir a quantidade de suor.

Os pés podem ser submersos em uma bacia com água morna com aproximadamente de 4 colheres de sopa de sal, e deixe-os mergulhados por aproximadamente 10 minutos.

Após isso deixe os pés que secarem naturalmente.

O processo também funciona utilizando chá verde ou preto. Para esta alternativa a imersão diária deve ser de 15 a 20 minutos.

Alguns casos mais extremos o uso de vinagre é indicado : em uma bacia despeje água morna e adicione 2 colheres de vinagre de vinho branco ou de maçã.

Deixe os pés de molho por 10 minutos, e deixe secar ao natural (Esta alternativa deve ser feita à noite, antes de dormir) e coloque meias em seguida. Não deve ser colocado o calçado.

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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