Como convencer pessoas a começarem a fazer trekking com você

Sempre que se descobre uma atividade prazerosa qualquer pessoa fica entusiasmada e começa a convidar repetidamente as pessoas pertencentes do seu círculo social. Alguns são mais discretos no anúncio desta nova atividade, mas outras pessoas exageram na dose do entusiasmo e insistência. Por isso mutias pessoas constroem uma barreira, além de criar preconceitos, com a atividade por falta de tato e habilidade do interlocutor.

No trekking não é diferente: Se insistirmos em demasia espanta-se quem é potencialmente um praticante, e se não falarmos nada alguém nunca irá descobrir o prazer da atividade. Exemplos de quem insistiu pesadamente a toda e qualquer pessoa que conhecia acabaram por espantar todos.

Por isso resolvi descrever algumas abordagens que são mais eficientes e que podem ajudar a popularizar a atividade. Entenda por “popularizar” mostrar a atividade com responsabilidade, educação e prudência. Se você não possui experiência, nem é conhecido por ter bom comportamento outdoor, convidar alguém para um trekking não é boa ideia.

Namorado (a) que não gosta ou nunca fez trekking

Foto: http://aahvanadventures.com

Ter um relacionamento não é uma tarefa fácil, apesar de parecer bem simples. Por isso convidar alguém a qual consideramos como alguém especial em nossas vidas não deveria ser muito difícil. Preferencialmente proponha um hiking (não sabe a diferença? leia aqui) relativamente fácil, sem muitas subidas ou descidas, nem muito exposto ao sol. Esta caminhada leve, nem muito exigente, servirá para uma oportunidade perfeita para ir tirando os pensamentos, convenções e preconceitos a respeito do trekking.

Conversar com a pessoa mostrando como o lugar é bonito e agregando endorfina ao organismo dela não é complicado fazê-la se apaixonar pela atividade. Saiba que o aquecimento do corpo nesta caminhada liberará ferormônios que estimulará o interesse um no outro.

Foto: http://www.weddingsonline.in

Mas atenção: Se a pessoa for muito resistente a qualquer convite, aproveite para refletir sobre seu relacionamento e o quanto a atividade é significativa para você.

Pergunte-se também se as coisas boas deste relacionamento compensam que ela não goste de trekking.

Colega de academia

Foto: http://goqii.com

Se você vive em uma cidade, muito provavelmente frequenta algum lugar para ficar em forma. Vamos chamar este lugar de “academia”, por uma simples convenção. Quase todos nós conhecemos um “rato de academia”, que nunca sai de lá e que, por algum motivo, não sai da cidade por nada.

Comece explicando a ele que a atividade não é tão exótica quanto parece. Aproveite para explicar que o termo “aventura” e “adrenalina” foram apropriadas indevidamente por publicitários apenas para vender produtos. De maneira bem sutil, evidentemente, aproveite para desafiá-lo e explique educadamente que a atividade trabalha com praticamente todas as partes do corpo. Alem disso, é muito mais saudavel fazer exercícios com luz natural que com as lâmpadas florescentes da academia.

Aproveite para deixar claro que a atividade é gratuita, e não necessita mensalidades ou matrícula.

Colega de trabalho

Foto: http://www.bikatadventures.com

Chamar um colega de trabalho para uma atividade de fim de semana ou feriado pode ser uma roubada gigantesca e sem precedentes. Por isso aproveite para ser o mais sutil e diplomático possível. Não convide quem você acredite que não tem o perfil, muito menos quem tem atitudes reprováveis no seu local de trabalho.

Proponha ao seu coleta de trabalho sair um pouquinho da rotina dele. Esclareça que o trekking é muito útil para que tenha mais disposição no trabalho e aumenta a capacidade de concentração. A atividade serve para refletir sobre aspectos da vida profissional e pessoal.

Familiares

Foto: www.denomades.com/

Convidar um membro da família para participar de qualquer atividade outdoor é mais difícil que parece. Sempre há um detalhe que pode colocar toda a atividade tornar-se desastrosa: a intimidade. Se a pessoa não estiver desfrutando do trekking, ela xingará você sem a menor cerimônia. Por isso verifique se a pessoa está aberta a ter uma experiência diferente do que ela já teve.

Fale dos benefícios de maneira madura e, obviamente, deixe seu entusiasmo para depois. Alguém que pareça estar pregando para um público como um fanático religioso convidando para conhecer a sua seita não seduz ninguém.

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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