Temporada de montanhismo do Everest termina com recorde histórico de ascensões e lixo

A temporada de montanhismo no Nepal, em especial no Monte Everest (8.848 m), neste ano de 2018 teve um novo recorde de ascensões ao seu cume: mais de 700. Por este recorde, muitos já afirmam que fica implícito de que há uma dificuldade cada vez mais relativa de subir a montanha mais alta do mundo.

Um dos fatores que mais ajudou para o volume de ataques ao cume tão bem sucedida, foi um fato inédito: 11 dias seguidos de janela de tempo perfeita.

Ainda com o número a se confirmar, especula-se que houve 476 chegadas ao cume da montanha mais alta do mundo pelo lado nepalês e outros 239 pelo tibetano. O levantamento é do jornalista americano Alan Arnette.

Dentre as escaladas mais notáveis desta temporada foi do chinês Xia Boyu, de 70 anos de idade. O montanhista possui amputação nas duas pernas. Além disso a americana Melissa Arnot Reid consagrou-se como a segunda mulher da história a chegar ao topo do Everest: seis vezes. Além disso a nepalesa Lhakpa Sherpa consagrou-se como a primeira mulher nepalesa a chegar ao cume do Everest nove vezes.

Um dos destaques da temporada foi o montanhista australiano Steve Pain, que conseguiu realizar os cumes pertencentes ao Seven Summits no tempo mais curto: 117 dias.

Brasil

Neste ano de 2018, os brasileiros Henrique Franke, Roman Romancini, Ayesha Zangaro, Renato Zangaro, André Borges e Paul Ling chegaram ao cume do Monte Everest.

Com a chegada ao cume, a brasileira Ayesha, de apenas 23 anos de idade, entrou para a história como a brasileira mais jovem a chegar ao topo do Everest.

Curiosamente seu pai, Renato Zangaro, nesta mesma temporada, também entrou para a história do montanhismo brasileiro: tornou-se o brasileiro mais velho a chegar ao teto do mundo.

Lixo

Foto: Namgyal Sherpa—AFP/Getty Images

Neste ano de 2018, o Everest também confirmou que é o lixão mais alto do mundo. Desde abril, mais de 30 pessoas vêm limpando o local, retirando mais de 8.500 kg. A notícia é do jornal chinês Global Times.

Os montanhistas alegam que a escassez de oxigênio torna difícil limpar a montanha. Desde 2015, as autoridades do Tibet distribuem a cada escalador dois sacos de lixo com capacidade para oito quilos. Se cada montanhista não encher, precisa pagar US$ 100 dólares (aproximadamente R$ 438) por quilo de lixo a menos.

Nenhum escalador foi multado neste ano pois, segundo o Global Times, os montanhistas estão mais conscientes da importância de proteger o meio ambiente.

Mais detalhes: http://www.alanarnette.com

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