Cinco passos para você fazer ótimas fotos de cenas de ação

Se você já tentou fotografar crianças, animais, carros ou aviões em movimento, pode ter se desapontado com os resultados: muitas vezes a imagem não passa a sensação de “ação” que deveria.
Esse é o problema em “congelar” a ação, muitas vezes ela fica parada demais.
Felizmente há um antídoto para isso, uma técnica clássica de fotografia conhecida como “Panning”, que permite que o assunto principal da foto esteja em foco, congelado no ato, enquanto o fundo está desfocado.
Quando usada corretamente, ela resulta em fotos que passam uma intensa sensação de movimento. Neste artigo, iremos mostrar cinco dicas simples para conseguir fotos muito mais vibrantes.1 – Revise sua postura

A base do panning é acompanhar com o movimento do objeto a ser fotografado com a câmera, com a maior precisão possível, mantendo-o na mesma posição relativa na cena à medida em que se move.
Você não deve se mover nesse momento, o segredo é girar os quadris.
Espace as pernas para que consiga um bom equilíbrio, e leve o visor da câmera ao seu olho. Não tente fazer isso com os braços esticados e a câmera longe de você, ou na altura da cintura. Já vi gente fazer isso, e os resultados não foram lá muito bons.
Também recomendo que você segure a câmera na mão em vez de usar um tripé. Em teoria colocar a câmera em um tripé e deixar a cabeça dele solta para que você possa girá-la e acompanhar a ação parece uma boa idéia, mas na prática é algo difícil de fazer, e você não conseguirá acompanhar o movimento de forma tão consistente quanto se estivesse girando o corpo.
2 – Ajuste a exposição
Agora é hora de definir a exposição da câmera. Você vai conseguir os melhores resultados quando a velocidade do obturador for lenta o suficiente para “borrar” o fundo, mas não lenta o suficiente a ponto de ser impossível congelar o objeto a ser fotografado. Lembre-se de que você precisará bater a foto assim que ele passar à sua frente, e continuar a mover o corpo durante a exposição.
Muitas câmeras digitais, especialmente as SLRs, bloqueiam o visor durante a exposição, então você não conseguirá ver nada durante o momento crítico.
Dadas estas limitações, recomendo colocar a câmera no modo
Prioridade de Abertura e selecionar uma velocidade do obturador de 1/15 segundo.
Pratique com essa velocidade por um tempo, e se conseguir consistentemente fotos boas, tente reduzir a velocidade do obturador para 1/8 segundo. Se você for muito abaixo disso, terá problemas em congelar a ação.
Se for acima de 1/15, o fundo pode não borrar como desejado.
 3 –  Afaste a imagem
Não use o zoom para aproximar demais o objeto. Se ficar próximo demais, duas coisas podem acontecer: primeiro, qualquer tremor nas suas mãos será muito mais evidente e o objeto não irá ficar tão nítido. Segundo, você pode acabar não mostrando o suficiente do fundo da cena, prejudicando o contexto da foto.
 4 – Luzes, câmera… ação!
É hora de fazer a foto. Como mencionei antes, você deve acompanhar o objeto enquanto ele passa na sua frente, então começe quando ele estiver à sua extrema esquerda ou direita.
Gire o corpo seguindo o movimento, e aperte delicadamente o obturador (para evitar tremores na imagem) assim que o objeto estiver no ponto mais próximo de você, ou seja, à sua frente.
Continue girando o corpo, acompanhando o movimento, até que você não possa mais vê-lo.
5 –  Tente alguns retoques depois

Por fim, alguns retoques nunca são demais. Ajustar um pouco a nitidez pode ser algo desejável, mas se você fizer isso na foto inteira poderá produzir artefatos desagradaveis no fundo.
Então apele para um meio-termo: com uma ferramenta de seleção como o Laço Magnético (Magnetic Lasso, comum em vários editores de imagem) isole apenas o objeto fotografado, e aplique um ajuste de nitidez apenas nele usando uma opção como Unsharp Mask (Máscara de Desaguçar, em português).
Vá com calma, aplicando um pouquinho de cada vez, até a imagem ficar a contento.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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