Como escolher canivetes para atividades outdoor

Um dos utensílios mais essenciais para quem pratica trekking, hiking, ou qualquer atividade outdoor, é o canivete. Este objeto é tão importante quanto a própria mochila. Muitos podem até saber, mas não custa lembrar que cutelaria (também conhecido como armiaria ou armoaria) é o ofício, ou a arte, do profissional que fabrica ou vende instrumentos de corte. Faz parte da cutelaria facas, canivetes, machados, punhais, facões, navalhas, espadas e outros utensílios metálicos de corte e/ou perfuração. Neste ofício existem diversos tipos: artesanal e industrial.

Partindo do princípio de que uma pessoa que pratica trekking, ou hiking, irá caminhar por várias horas no dia, ou noite, com uma mochilas nas costas, o principal fator a se levar em conta para qualquer equipamento é o peso. Portanto para o trekking, hiking, e vários outros esportes outdoor, vamos deixar grandes facões, facas, espadas e outros objetos perfurantes, que também possuem utilidade mas que são pesados, de fora deste artigo. Além disso, guardar um objeto cortante dentro da mochila, sem estar ao menos protegido, pode danificar a própria mochila.

Não que não sejam úteis, mas que o objetivo de escolher um canivete, que é um objeto relativamente pequeno em relação a uma faca, é possuir o máximo de funcionalidade no mínimo de peso. Portanto, tendo o peso e durabilidade como fatores preponderantes, canivetes, facas e outros objetos cortantes, podem parecer muito úteis a princípio, mas por conta de seu peso podem não ser úteis para um praticante de trekking.

Usando muito de espírito friamente analítico, grandes facas, no melhor estilo Rambo, não são necessariamente úteis para quem pratica trekking, hiking e caminhadas na montanha de maneira esportiva. À primeira vista pode passar um ar de robustez, mas quando um utensílio deste pesa aproximadamente um quilo (ás vezes mais), é evidente que irá prejudicar o rendimento de quem fizer uma caminhada com ele. Pode, claro, parecer cinematograficamente bonito e imponente, mas na prática não é útil para caminhadas.

Para escolher um canivete, ou mesmo uma faca para atividades de montanha, saber que tamanho não é documento é o primeiro passo, para não carregar peso de maneira inútil. Para reconhecer um bom praticante de trekking ou hiking, basta observar o canivete, ou qual ferramenta de corte, que ele carrega na mochila. Sua preferência irá falar muito sobre sua experiência.

Um outro fator que é preponderante para a escolha de um canivete, é saber qual o uso que irá fazer dele. Pois uma “super faca”, como citado acima, ser carregada e utilizada para cozinhar um prato simples em um acampamento, é um exagero. Portanto, verifique qual o uso que o seu canivete terá, pois saber isso é fundamental para saber escolher um modelo que se adapte nas mais variadas situações que de fato (não somente em teoria) você irá necessitar.

A história do canivete

Faca dobrável espanhola introduzida por volta de 1600 | Foto: https://coolmaterial.com

O canivete é um utensílio que agrupa componentes da cutelaria, cumprindo funções esportivas e profissionais, variando de tamanho, portabilidade e segurança. O canivete é uma faca “melhorada”, podendo ser dobrada, sendo, desta maneira, uma lâmina estilizada que cabe no bolso. A origem do canivete é antiga, pois data do período pré-romano.

O canivete mais antigo já descoberto remonta a cerca de 600-500 aC. Foi desenterrado em Hallstatt, na Áustria, e possui uma única lâmina com uma empunhadura feita de osso. Muitas facas dobráveis foram encontradas a partir da era viking. Estes guerreiros carregavam algumas espadas, mas com mais frequência usavam facas de fecho que usavam um prendedor para manter a lâmina aberta.

Com o passar dos anos e métodos concebidos com a tecnologia, o canivete ganhou novas formas, modelos e materiais, marcando presença e provando a cada dia que não desapareceria tão cedo.

Modelo de “faca camponesa” de 1650 | Foto: https://coolmaterial.com/

O modelo que é usado atualmente, cabo e somente lâmina, foi desenvolvido na Europa, principalmente na França, Escócia, Alemanha e Inglaterra. O aperfeiçoamento do item aconteceu na Península Ibérica, através da influência dos mouros com desenhos e arabescos (desenhos formados por padrões geométricos).

O mais conhecido atualmente é o modelo suíço, com várias funções além da lâmina de corte. Obviamente que existem muitas outras marcas, especialmente que desenvolvem modelos mais simples e minimalistas. Mas o canivete suíço e esportes outdoor são intimamente ligados.

O canivete suíço nasceu no final do século XIX, criado pelo mestre cuteleiro suíço Karl Elsener. Elsener percebeu na época que o exército suíço comprava na Alemanha todos seus canivetes. Visando ascensão profissional, decidiu realizar formação na área de cutelaria em Tuttlingen, uma cidade situada no sul da Alemanha. Após formar nesta escola, abriu sua oficina de cutelaria em 1884, na cidade suíça Ibach Schwyz.

Foto: https://www.victorinox.com

Nos primeiros anos de trabalho, Karl se dedicou no desenvolvimento e melhoramento de canivetes. Seis anos depois, em 1891, conseguiu a sua primeira encomenda para o exército suíço, ficando assim esse ano definitivamente associado a um dos objetos de design industrial do século XX.

Porém ele não teve uma vida fácil, pois nos primeiros anos ele já começou a ter concorrência. Uma segunda indústria de cutelaria Suíça, chamada Paulo Boechat & Cie, foi fundada. A empresa ficava em Delémont, região suíça de língua francesa e começou a vender um produto similar. Além disso, a mesma empresa também tornou-se fornecedor para o exército suíço. Esta empresa foi posteriormente adquirida pelo ministro Theodore Wenger, que tinha atuado nos EUA e retornava ao país, que viria a rebatizar a companhia como seu sobrenome. Por mútuo acordo, Wenger anunciava seus produtos como “”o genuíno canivete suíço” e Elsener anunciava como o “canivete suíço original”.

Para diferenciar os seus canivetes dos modelos alemães, ambos colocaram o símbolo da Suíça, para tentar atrair clientes das mais variadas áreas da sociedade. Karl Elsener procurou aperfeiçoar o seu produto equipando-os com as mais variadas ferramentas. O modelo original, destinado ao exercito suíço, tinha duas versões: uma para os soldados, que tinha como extras uma chave de fendas, uma agulha e um abre-latas, e outra para os oficiais com extras da “versão soldado”, equipado com saca-rolhas e uma segunda lâmina mais pequena. Este produto foi registrado em 1897 e tornou-se a base de todo o sucesso comercial da empresa.

O primeiro modelo de Canivete suíço em 1891 | https://coolmaterial.com

No ano de 1909, a empresa de Karl Elsener assume a designação de “Victoria”, o nome da mãe. A partir de 1921, quando o aço inoxidável foi desenvolvido, adota o nome “Victorinox” (que reconhece a importância do novo e principal material de produção da fábrica).

O mais vendido canivete suíço é o Spartan, sucessor do modelo de 1897, com nove ferramentas: lâmina grande, lâminas pequena, abridor de latas, saca-rolhas, furador/escareador, argola de chaves, palito de dentes, pinça e saca-rolha. Desde os anos 1940 a empresa é fornecedora, para além do exército suíço, de exércitos dos EUA, Alemanha, entre outros. Atualmente a empresa Victorinox apresenta mais de 400 modelos diferentes que respondem a mercados que ultrapassam em muito as necessidades do exército.

Esta peça de corte cumpre funções de suma importância em atividades desportivas e profissionais, pois dado ao seu tamanho compacto, segurança, portabilidade e uma diversidade de mecanismos de abertura rápida da lâmina, é empregado por praticantes de esportes de aventura, grupos táticos e de resgate, pois a praticidade e segurança no seu uso não tem equivalência a nenhuma outra ferramenta similar.

Existem diversos modelos de canivetes suíços, sendo cada um útil para uma situação diferente. Para a escolha de um canivete, o principal propósito é preocupar-se com o tamanho da lâmina e o peso que o equipamento possui. No processo de escolha, portanto, deve-se ponderar entre praticidade, leveza e utilidade. Os modelos mais utilizados por praticantes de trekking são três:

  • Climber (82 g)
  • Spartan (59 g)
  • Soldier (118 g)

Mas uma pergunta vale a pena fazer: existe somente uma marca de canivete suíço? Não, existem mais de uma marca. Uma das empresas que procura concorrer com a marca é a Swiza. A empresa é uma das maiores fabricantes de relógios suíços, resolveu também entrar na área de cutelaria. Uma outra marca que durante muito tempo concorreu com a Victorinox foi a Wenger. As duas disputavam o mercado ferozmente, mas em 2005 a Victorinox comprou a Wenger.

Existem outras marcas que encomendaram modelos genéricos de canivetes suíços de fabricantes chineses. Muitos destes produtos começaram a serem largamente vendidos em locais de procedência e qualidade duvidosa. Portanto, no momento de analisar um canivete com várias funções, é necessário saber o material o qual ele foi feito.

Lâmina

O principal requisito a ser analisado em um canivete, além do tamanho, é o material da lâmina. Atualmente no mercado existem predominantemente três tipos de aços em canivetes: aço damasco, aço inoxidável e aço carbono.

Qualquer material diferente destes, apresenta um equipamento de qualidade inferior.

Canivete com aço damasco

  • Aço Damasco

Os canivetes de maior qualidade possuem aço damasco. O aço damasco é a união de dois ou mais aços de características diferentes. Os tipos de aço diferentes são unidos pelo método de caldeamento (processo de soldagem de duas peças metálicas por meio de aquecimento e choque mecânico). Uma barra de damasco pode ter várias camadas, que podem variar de 50 a 600. Por ter uma qualidade superior a muitas outras, o valor de um canivete com este tipo de aço é maior que aos modelos.

Canivete aço inoxidável

  • Aço inoxidável

Os modelos de melhor custo-benefício são fabricados em aço inoxidável. O aço inoxidável é uma liga de ferro e crômio (também podem conter níquel, molibdênio e outros elementos), que apresenta propriedades físico-químicas superiores aos aços comuns. A mais notável é sua alta resistência à oxidação. Ou seja, modelos de canivetes com lâminas em aço inoxidável não enferrujam com facilidade.

Canivete aço carbono

  • Aço Carbono

Os canivetes em aço carbono, podem assumir acabamentos rústicos e contrastes entre rústico e o polido espelhado. Mas possuem uma debilidade: não são tão resistentes à oxidação. Quando usado, sem a devida limpeza, como elementos de cozinha como sal ou limão, tão logo apresentará pontos de ferrugem (oxidação) e a pátina (composto químico que se forma na superfície de um metal) será toda manchada. Não há uma regra quanto a qual o aço deve ser usado para canivetes, mas entende-se que os modelos de melhor qualidade possuem aço carbono 52100 (com 1% de carbono e um pouco de cromo).

Cabos / Empunhadura

Canivete de aço damasco com cabo de chifre | Foto: https://www.furbem.com.br/

Como muitos modelos de canivetes também são objetos de desejo de colecionadores, especialmente quem gosta de estudar cutelaria, vários são os materiais usados para compor a empunhadura (conhecida popularmente como cabo). Existem, portanto, vários materiais: chifre bovino ou caprino, osso, alumínio, latão madeira, plástico, madrepérola, etc.

Para a aquisição do canivete de melhor preferência para um trekking, conforme explicado acima, deve-se levar em conta o peso. Portanto, quando mais “elaborado” for o material de um cabo, maior será o peso do equipamento.

Canivete cabo de madeira | https://www.coisasincriveis.com.br

A título de comparação livre:

  • Canivete com cabo de madeira (somente lâmina de corte, 18 cm): 75 gramas
  • Canivete com cabo de osso (somente lâmina de corte, 17 cm): 125 gramas
  • Canivete Suíço (modelo climber, 14 funções): 82 gramas
  • Canivete Suíço (modelo swisschamp, 33 funções): 190 gramas

Travas

Nos canivetes deve ser analisado o tipo de trava que manterá o instrumento aberto durante o uso. Os tipos mais conhecidos de travas são framelocks, linerlocks e lockbacks.

Tecnicamente falando, as travas linerlock e framelock não são muito diferentes.

Trava framelock | Foto: http://themartialist.net/

A diferença básica entre linerlock e framelock é que enquanto a primeira possui como mecanismo de travamento uma barra metálica no interior do cabo, os canivetes com o segundo mecanismo possuem um desenho de cabo que se move para travar a lâmina, não necessitando da barra adicional.

Portanto, quem já está acostumado com um canivete, entenderá o funcionamento de uma “faca dobrável” (que na verdade é nada mais que um canivete com lâmina grande) rapidamente.

O travamento lockback possuem uma barra móvel na parte traseira do cabo. Este sistema possui um funcionamento muito parecido com uma mola, dando mais pressão ao travar e mais segurança no manuseio.

Bainha

Muitos defendem a existência de bainha para o canivete. Porém, todo praticante de trekking deve ter em mente um assunto já elucidado no início do artigo: o peso. Carregar uma bainha de canivete em uma mochila de trekking, é mais um peso (mesmo que mínimo). Portanto, a escolha de usar uma bainha para o canivete é única e exclusiva do praticante do arquivo.

Os modelos de canivetes suíços originais, ao menos os mais simples, sequer são vendidos com bainha. Os modelos mais “complexos”, mais pesados, já são vendidos com uma bainha. Portanto vai da escolha e, claro, da distância que o praticante de trekking irá realizar.

Multi-ferramentas

Uma evolução natural do canivete são as multi-ferramentas (multi-tools). São tão especiais, que sequer são considerados por muitas pessoas especializadas em cutelaria. Mas este equipamento é muito utilizado por quem pratica atividades outdoor. Segundo historiadores, a primeira multi-multiferramenta foi projetada para ajudar na alimentação e foi inventado nos tempos no Oriente Médio.

A ferramenta, na foto abaixo, foi feita aproximadamente em 200 d.C, toda forjada em prata, mas com detalhes da lâmina em ferro. O equipamento era equipado com colher, garfo, cabo retrátil, espátula e palito. Os romanos gostavam de caracóis, então o cabo provavelmente era usado para extrair a carne. Historiadores especulam que a espátula era usada para tirar o molho de cozinha das garrafas.

Primeira multi-multiferramenta da história

Podemos considerar os canivete suíços uma espécie de antepassado das multi-ferramentas? Sim, podemos. Da mesma maneira que todos nós somos Homo Sapiens e evoluímos do Homo neanderthalensis, as multi-ferramentas são a evolução natural dos canivetes suíços.

Aliás, o canivete suíço pode ser encarado como o “elo perdido” entre canivete e multiferramentas. Até hoje a empresa que criou este tipo equipamento, consegue navegar nas duas áreas.

Mas não podemos negar que, ao falar de histórico de multi-ferramentas sem mencionar a marca Leatherman. O engenheiro mecânico americano Tim Leatherman projetou e vendeu sua primeira ferramenta de sobrevivência de bolso em 1983. Leatherman surgiu com a ideia de uma “faca de escoteiro com alicate”, durante uma viagem de carro pela Europa em 1975 com sua esposa, quando não conseguiu usar seu canivete para consertar um defeito no seu carro que acontecia repetidamente.

Voltou para casa e começou a pensar em algo que, caso existisse, resolveria o seu problema. Levou vários meses para refinar sua ideia, quando ele registrou a patente da primeira ferramenta da Leatherman em 1980. Tim passou os anos seguintes tentando comercializar seu produto para grandes empresas, como a AT&T , mas não teve sucesso. A ferramenta, entretanto, acabou ganhando popularidade por meio de catálogos de pedidos por correspondência.

O primeiro modelo foi uma ferramenta de sobrevivência do que uma ferramenta de transporte diária, introduzido em 1983, como Pocket Survival Tool (PST). A Leatherman vendeu quase 30.000 modelos em 1984, impulsionando o desenvolvimento de produtos adicionais e o rápido crescimento tanto na empresa, quanto na capacidade de produção. Com o tempo, foram desenvolvidos vários modelos, com vários materiais, que davam robustez e leveza aos modelos. Atualmente o grupo Leatherman fabrica grande variedade de modelos, com múltiplas funções para atender a uma variedade de usos. Inegavelmente Leatherman é frequentemente um sinônimo para multi-ferramentas.

Os principais produtos da Leatherman são multi-ferramentas e facas. A maioria são construídas em torno de um alicate, com até 21 funcionalidades adicionais armazenadas nas alças, incluindo facas (lâminas retas e serrilhadas), chaves de fenda (planas ou phillips), serras, cortadores de fio, abridor de garrafas e latas. A maioria dos modelos possui um mecanismo de segurança integrado que bloqueia a ferramenta ativa na posição aberta quando estiver totalmente desdobrada. Os modelos variam em peso desde 335 gramas até 23 gramas.

Mas estas multi-ferramentas são úteis e importantes para o trekking? A resposta é um enorme “depende”, pois muitos praticantes de trekking devem se perguntar primeiro: “Quando em um trekkking necessitei de um alicate?”. Porque, como descrito acima, maioria dos produtos da Leatherman são construídas em torno de um alicate. Quanto mais completo é um multi-ferramenta, mais pesado ele é.

Porém existem modelos que parecem ser bastante leves. Um modelo que vem sendo adotado por praticantes de trekking, é o Leatherman Skeletool Topo Multi-Tool. O modelo, além de ganhar vários prêmios de design em todo o mundo quando foi lançado, pesa 141 gramas.

A grande desvantagem, ao menos em território brasileiro, é seu preço. Comparando o preço de um canivete suíço, um equipamento largamente escolhido por praticantes de trekking, com um Leatherman, facilmente descobrimos o motivo dele não ser tão popular no Brasil. O modelo Leatherman Skeletool Topo Multi-Tool custa em torno de R$ 500, enquanto um canivete suíço modelo climber quase 5 vezes menos.

Everyday Carry tools

Os objetos intitulados Everyday Carry Tools (EDC Tool), são a nova coqueluche dos praticantes de trekking hipsters. Este tipo de gabarito, são pequenas ferramentas projetadas para serem transportadas todos os dias e ajudá-lo em sua vida diária.

Alguns são chaveiros, outros são projetados para ficar no bolso ou até mesmo na carteira. Estas são ferramentas que geralmente têm um fator estético interessante e são projetadas para serem úteis e legais.

Muitos podem nem saber o que é um gabarito, também conhecido como escantilhões em Portugal, que eram pequenas placas plásticas ou metálicas, com elementos geométricos pré-desenhados e vazados, que auxiliam o traçado do desenhista, como instalações sanitárias, circunferências, etc. As ferramentas EDC Tool possuem o mesmo princípio, mas são voltadas para a praticidade.

Este tipo de equipamento são interessantes para quem se preocupa com o peso de um equipamento, pois, em geral, seu transporte deve ser confiável e funcional, mas o mais importante, pessoal.

Argentina de nascimento e brasileira de coração, é apaixonada pela Patagônia e Serra da Mantiqueira.
Entusiasta de escalada, trekking e camping.
Tem como formação e profissão designer de produto e desenvolve produtos para esportes de natureza.

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