Avaliação calça bermuda explorer – Solo

A calça bermuda explorer da marca brasileira Solo tem como objetivo garantir versatilidade e conforto em atividades outdoor como trekking, hiking, trilhas, travessias, corrida de montanha e, inclusive, treinos indoor de escalada.

O produto é produzido com tecido do tipo micro ripstop, o qual é leve, resistente e com ótima resistência à abrasão. Segundo o seu fabricante os recortes na região dos joelhos provê maior mobilidade e bolsos compactos, além de ter m proteção solarmos UPF 50+ (bloqueia até 98% dos raios UVA e UVB).

O tecido micro ripstop utilizado na calça bermuda explorer tem construção entrelaçada que proporciona maior resistência a rasgos e fabricado em 100% poliamida. A poliamida é considerada mais nobre das fibras sintéticas pois tem uma excelente absorção do suor.

O material quando usado em indumentárias é macia e seu toque é parecido com o do algodão, além de ser muito leve e de secagem rápida com ótima elasticidade. A poliamida são as mais confortáveis para usar em temperaturas altas, devido à maciez e também por ter um toque “gelado”.

O Teste

A calça bermuda explorer foi testada em dois dias distintos de escalada no Brasil: Gruta da Lapinha, na região de Lagoa Santa-MG e Falésia Paraíso, na região de Pindamonhangaba. Em ambos os dias o tempo estava seco e com temperatura levemente elevada, em torno dos 26 a 28°C.

Durante o uso a calça também foi exigida em rochas abrasivas durante a atividade em escaladas que exigiram alguns entalamentos de joelho.

O produto foi transportado sempre em mochilas junto com outros equipamentos de camping e escalada. Durante os testes a calça foi lavada à mão, sem a utilização de máquina lavar ou serviços de lavanderia. A calça não foi testada em temperaturas abaixo de 5ºC, nem em trekkings com altitude acima de 2.500 m, por não ser indicada para este tipo de atividade.

A calça foi utilizada em diversos tipos de escalada, assim como diferentes dificuldades.

Prós

  • Respirabilidade
  • Relação peso/volume
  • Conforto

Contras

  • Pouca disponibilidade de cores
  • Corte e caimento
  • Ausência de prendimento na barra

Notas

  • Qualidade do tecido: 4.0
  • Acabamento: 3.5
  • Design: 3.0
  • Conforto: 4.0
  • Relação Peso x volume: 5.0
  • Relação custo x benefício: 3.5
  • Nota final: 3,83

Opinião

A calça bermuda explorer da Solo causou boa impressão durante todos os testes, não comprometendo em nenhum momento. O produto por possuir um tecido mais resistente à abrasão ou furos é bastante útil para escaladores e montanhistas. Mesmo em caminhadas com arbustos espinhosos, a calça permaneceu intacta.

Durante o teste de lavagem, em máquina e à mão, a calça não apresentou desgaste muito menos o aparecimento de”bolinhas”.

Entretanto alguns pontos poderiam ser observados para futuras atualizações no design e caimento da marca. Tanto o desenho quando as cores usadas (kaki médio, granite e dusty olive), ainda parecem estar na década de 1990, não diferenciando à primeira vista o produto de um outro similar (mas de segunda linha).

A pouca disponibilidade de cores, muitas delas lembrando pessoas em safaris, é um item importante para os designers da marca procurarem trabalhar.

Um outro ponto que poderia ser revisto, é a disponibilidade de um cinto embutido na calça, já que o produto é vendido em tamanhos pré estabelecidos (P,M,G e GG).

Porem o desenvolvimento técnico da calça bermuda explorer foi impecável. Sua secagem foi satisfatoriamente rápida, permitindo que fosse lavada à noite mas esteja seca e disponível no dia seguinte (desde que as condições climáticas estejam favoráveis). Esta versatilidade é muito interessante, especialmente para quem planeja fazer o Caminho de Santiago ou mesmo o Caminho da Fé.

Apesar de esteticamente não chamar atenção, seja pelo modelo ou mesmo pela cor, a calça bermuda explorer é uma escolha interessante a quem procura um equipamento com boa longevidade.

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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