Avaliação costura de escalada Rocky – Simmond

A costura de escalada Rocky da marca Simmond tem como principal objetivo prover segurança e estabilidade para todo e qualquer escalador no momento de equipar uma via de escalada.

De acordo com o seu fabricante sua principal vantagem, além das resistências mínimas exigidas no mercado ( Eixo grande 25 kN, eixo pequeno 10 kN, gatilho aberto 9 kN) possui leveza, boa maleabilidade do gatilho e resistência à abrasão.

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O Teste

Como o equipamento já possui certificação UIAA, é desnecessário realizar qualquer teste de laboratório de resistência para averiguar os números. A certificação já atesta que o processo construtivo segue procedimentos rígidos.

A costura de escalada Rocky foi testada em dois tipos de rochas diferentes : calcário e granito, tanto em vias positivas quanto em vias negativas.

Durante os testes foi utilizado durante a prática de top rope de pessoas com os mais variados pesos, e colocadas na parada da via.

O equipamento foi testado ainda em quedas livres de 1, 1,2 e 1,5 metros para averiguar sua resistência a cargas normais de uma situação de escalada esportiva.

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As costuras rocky foi utilizada junto a outras costuras de diferentes marcas para verificar a maleabilidade de seu gatilho, assim como o seu peso no rack da cadeirinha.

O equipamento não foi deixado sob chuva, porém foi deixado exposto ao sol durante certo tempo para verificar se sofria deformações com sol.

As costuras foram carregadas sempre dento de mochilas, ou carregadas no rack da cadeirinha para caminhadas entre setores de escalda esportiva.

Durante a escalada tradicional em granito, as costuras foram utilizadas somente em progressão vertical, não sendo utilizadas em travessia, por conta de seu tamanho mais limitado.

Prós

  • Resistência
  • Preço
  • Encontro do gatilho com corpo sem “dente”

Contras

  • Peso
  • Flexibilidade do gatilho

Notas

  • Qualidade de material : 5,0 
  • Acabamento : 5,0 
  • Design : 4 
  • Ergonomia : 3,5  
  • Relação Peso x volume : 3,5 
  • Relação custo x benefício : 4,0 
  • Nota final : 4,16 

Opinião

Após várias escaladas para testar intensamente a costura de escalada Rocky da marca Simmond, foi possível realizar várias observações.

O equipamento parece muito indicado a escaladores esportivos, especialmente em locais nos quais as vias não ultrapassem 20 a 25 metros de altura, devido ao peso individual de cada uma.

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Sensivelmente mais pesada que as concorrentes existentes no mercado, as costuras Rocky pode exercer um peso extra a escaladores de vias tradicionais que resolverem utilizar uma grande quantidade delas.

Apesar deste detalhe a costura teve desenvoltura dentro do esperado para uma escalada tanto tradicional quanto esportiva.

O detalhe de não existir um “dente” no fechamento do gatilho com o mosquetão facilitou bastante desequipar vias negativas, especialmente as com inclinação bastante acentuada. Uma costura possuir este dente no encaixe do gatilho dificulta no momento de desequipar vias negativas.

Um outro ponto que mereceu observação foi o esforço necessário para abrir o gatilho da costura, que para o escalador que for utilizar em momentos limite pode ter surpresas caso esteja com o antebraço muito fatigado.

Porém mesmo quando novas as costuras Rocky se mostraram com lubrificação perfeita, permitindo uma boa maleabilidade do gatilho.

Uma vantagem do gatilho ser menos maleável que outros modelos, é a de que não abre facilmente com a rotação do mosquetão, quando testado no movimento de giro em grampos P, ofereceu maior resistência na abertura.

Para futuras versões do produto além de ser alterado o peso da costura, poderia ser disponibilizado tamanho maiores de fita, permitindo assim maior versatilidade do equipamento.

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Sobre o Autor

Luciano Fernandes

Luciano Fernandes

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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