Colágeno e gelatinosos: Conheça os alimentos que melhoram as articulações e ossos de montanistas

Toda e qualquer pessoa que pratique esportes, seja ele outdoor ou não, já deve ter sentido algum desconforto nas articulações. Para quem ainda não está familiar com o termo, a articulação é a conexão existente entre dois ossos. Especialmente nas articulações móveis, é revestida de cartilagem, uma espécie de tecido resistente, flexível de cor branca e acinzentada.

Entretanto, a prática esportiva (em especial aquela feita sem supervisão de um profissional de educação física) pode fazer com que a cartilagem de algumas articulações desapareça. Os fatores para a diminuição ou o desaparecimento da cartilagem podem ser não somente exercícios intensos, mas também a idade e a alimentação da pessoa.

O tratamento de articulações com problemas na cartilagem não é algo trivial e varia de caso a caso. O ortopedista é quem irá analisar a gravidade do caso e recomendar o melhor tratamento. Não há uma “receita de bolo” para problemas de cartilagem. Mas o que existe é o hábito de prevenir.

Além de procurar sempre consultar um profissional de educação física, ou mesmo de fisioterapia, o atleta deve procurar evitar treinos genéricos. Da mesma maneira que a automedicação é perigosa, o auto treinamento (também conhecido como treinamento prêt-à-porter) também é. Entretanto, uma prática simples pode ajudar a quem deseja prevenir em todas as áreas: a alimentação.

Colágeno?

Um dos segredos da nutrição esportiva é consumir colágeno. O colágeno é a proteína mais abundante nos mamíferos (incluindo os humanos). É o componente mais importante da pele, ossos e tecidos conectivos (cartilagem). O colágeno quase um terço de nossa massa total de proteína. Apesar de toda esta abundância, por causa dos confortos da vida cotidiana, não há o costume de consumir este tipo de proteína em abundância.

Os alimentos mais ricos em colágeno são as proteínas de origem animal, como carnes vermelhas ou brancas e a gelatina convencional. A gelatina é, basicamente, um colágeno cozinhado. Mas atenção, a gelatina boa para o consumo de colágeno deve ser pura, sem sabor ou açúcar.

Mas o segredo de aumentar o consumo de colágeno não é comente comê-lo. Para melhorar a absorção do colágeno no organismo, é necessário também consumir de alimentos ricos em vitamina C (acerola, fruta amalaki, laranja, goiaba, kiwi e abacaxi) na mesma refeição. Alimentos ricos em vitamina C potencializam a absorção do colágeno em até 8 vezes.

Importante reiterar que não basta apenas comer um dia por ano uma dieta rica em colágeno, mas que ela faça do cardápio planejado para a vida cotidiana. Consumir alimentos ricos em colágeno deve ser um hábito, não somente um ato isolado. Dentre os benefícios para as articulações, tendões e músculos:

Reduz as dores articulares: Estudos científicos apontaram que o consumo de colágeno reduz dores articulares tanto em esportistas como em pessoas da terceira idade. Nestes estudos, concluíram que 10 gramas de colágeno por dia é a quantidade estimada que um adulto de 70 kg necessita.

Fortalece o tendão de Aquiles: Estudo científico verificou uma diminuição acentuada de lesões no tendão de Aquiles para esportistas que consumiam colágeno.

No mercado existem também suplementos alimentares de colágeno. Entretanto, somente um nutricionista é que irá indicar após analisar o caso específico do atleta. Portanto, consumir qualquer suplemento alimentar sem orientação de um nutricionista ou nutrólogo, é procurar problemas a si mesmo. A título de curiosidade, o colágeno hidrolisado é o mais indicado por nutricionistas, pois este tipo é o que consegue chegar de maneira mais eficiente aos ossos.

Do ponto de vista nutricional, o mais indicado é priorizar o colágeno natural, especialmente se começar a sentir desconforto articular, recuperação de lesões e problemas de pele. Como citado acima, de 8 a 10 gramas de colágeno por dia pode ajudar no tratamento (desde que seja recomendado por um médico ou nutricionista).

Possuem alto índice de colágenos alimentos como gelatina (preferencialmente sem açúcar), carnes, ovos, frutas cítricas, frutas vermelhas, castanhas, nozes, amêndoas, aveia, tomate, beterraba, vegetais de cor verde escuro, vegetais cor laranja, soja e ostras. Para uma lista completa, assim como a dosagem ideal diária, consulte um nutricionista.

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